O Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou hoje ao Japão para que as relações comerciais com os Estados Unidos sejam “mais justas”, no início de uma visita oficial àquele país.

“O Japão teve uma vantagem considerável durante muitos anos […] e talvez seja por isso que nos ama tanto”, disse Trump, numa reunião com os principais empresários japoneses, incluindo os do setor automóvel, que decorreu logo após a sua chegada ao Japão.

Mas isso vai tornar-se “um pouco mais justo”, disse, numa alusão às negociações em curso para chegar a um acordo bilateral entre a primeira e a terceira economias do mundo.

“Com este acordo, esperamos superar o desequilíbrio comercial, eliminar os entraves às exportações americanas e garantir a justiça e a reciprocidade nas nossas relações. Estamos a aproximar-nos e esperamos fazer vários novos anúncios em breve”, salientou Donald Trump.

À margem da visita, foram realizados encontros entre o ministro da Economia japonesa, Toshimitsu Motegi, e o representante comercial norte-americano, Robert Lighthizer.

Se Donald Trump adiou, na semana passada, por seis meses a imposição de direitos aduaneiros adicionais sobre as importações de carros japoneses e europeus, também declarou que a dependência dos EUA sobre a indústria automóvel estrangeira representava uma ameaça para a segurança nacional americana, o que não deixou de irritar gigantes como a Toyota, escreve a agência France Presse (AFP).

A agenda da visita de Donald Trump ao Japão é focada no reforço das relações bilaterais e no impasse das negociações com a Coreia do Norte.

Trump foi o primeiro governante estrangeiro a ser recebido pelo novo imperador do Japão, Naruhito, que subiu ao trono no dia 1 de maio na sequência da abdicação do seu pai, o agora imperador emérito Akihito.

A visita do chefe de Estado norte-americano prolonga-se até terça-feira e inclui reuniões oficiais e momentos de lazer com o primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, que esteve em Washington em abril.

O Presidente dos Estado Unidos, que volta ao Japão no final de junho para participar na cimeira do G20, chegou este sábado ao país, mas não estão previstos contactos oficiais com Abe antes de domingo.