O setor dos serviços continua em expansão em Portugal e já emprega quase 7 em cada 10 (68,3%) trabalhadores. No início do milénio, o valor ficava pelos 54,2%, segundo dados do Eurostat, divulgados esta quarta-feira.

Ainda assim, o peso do setor terciário (que inclui atividades como o comércio, transportes, administração pública, educação ou saúde) em Portugal não chega à média da União Europeia, de 74% – que é como quem diz: três em cada quatro europeus trabalham nos serviços. Em países como Holanda, Reino Unido, Bélgica, Malta, França, Luxemburgo e Dinamarca, o setor representa 80% do total do emprego.

Já a indústria empregava, em 2018, 23,2% dos portugueses, ligeiramente acima dos 21,8% da União Europeia. Neste caso, desde 2000 que os valores estão a descer: nesse ano, a taxa atingia 33,2% e 26,2%, respetivamente. Os valores mais elevados no ano passado foram registados na República Checa (37%), Eslováquia (32%), Polónia (31%), Roménia e Eslovénia (ambos com 30%).

Portugal é o quinto país onde a agricultura mais pesa no emprego

É uma diferença de 4,3 pontos percentuais. Segundo os dados do gabinete de estatística da União Europeia, 8,6% dos portugueses trabalham na agricultura, bem acima dos 4,3% da média comunitária. Tal como na indústria, o peso do setor primário está a cair, embora tenha registado um ligeiro aumento entre 2011 e 2012.

Há quase 20 anos, 12,6% trabalhavam neste setor em Portugal. O país é mesmo o quinto na União Europeia onde a agricultura mais pesa no total do emprego. Está apenas atrás da Roménia (23%), Bulgária (18%), Grécia (11%) e Polónia (10%).