Em protesto contra as mudanças debatidas no Congresso brasileiro no sistema de pagamento de pensões por reforma, as maiores centrais sindicais do Brasil realizam esta sexta-feira uma greve geral.

O objetivo é impedir que propostas no sistema de pagamento de pensões como, por exemplo, o aumento no tempo de contribuição e a implantação de uma idade mínima para os trabalhadores obterem pensões por reforma sejam aprovadas no Congresso.

O Governo brasileiro enviou um projeto à Câmara dos Deputados (câmara baixa parlamentar) para alterar o sistema de pensões alegando que o país precisa fazer mudanças para controlar o défice crescente que prejudica as contas públicas e estaria levando o país em direção a um colapso fiscal. Já os trabalhadores organizados reclamam que as propostas não foram debatidas com a sociedade e irão afetar a parcela mais pobre da população, tirando o direito de milhares de pessoas de terem pensões por reforma na velhice.

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A greve geral tem apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e CSP-Conlutas.

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Também aderiram aos atos grupos organizados de trabalhadores dos setores dos transportes, bancos, educação, indústria do petróleo, portuários, trabalhadores rurais, agricultores familiares e às Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

A paralisação contará ainda com o apoio dos principais partidos de esquerda brasileiros como o Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialista e Liberdade (Psol), Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

O movimento grevista poderá afetar principalmente os serviços de transporte de metropolitanos, elétrico, autocarro, ensino e serviços bancários nas maiores cidades do país, segundo os organizadores.

As centrais sindicais projetam que a greve geral poderá ter alcance igual ao de um protesto nacional ocorrido em 2017, que ficou conhecido como um dos maiores da história do Brasil.