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Israel

Mulher de Netanyahu considerada culpada de uso indevido de dinheiros públicos

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A mulher do primeiro-ministro israelita foi considerada culpada do uso indevido de dinheiros públicos e condenada a pagar uma multa, segundo uma decisão do tribunal de Jerusalém.

DEBBIE HILL / POOL/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A mulher do primeiro-ministro israelita foi este domingo considerada culpada do uso indevido de dinheiros públicos e condenada a pagar uma multa, segundo uma decisão do tribunal de Jerusalém.

Acusada em junho de 2018 por fraude, por usar dinheiros públicos em refeições consideradas de luxo, Sara Netanyahu negociou um acordo que foi aceite pelo tribunal de Jerusalém.

Sara Netanyahu acabou por ser considerada culpada e condenada a pagar uma multa e indemnização.

Na semana passada, a mulher do primeiro-ministro israelita tinha concluído um acordo judicial em que assumia ter gasto milhares de euros em refeições de luxo em troca de uma redução da pena.

Sara Netanyahu foi formalmente acusada há um ano de “fraude” e “abuso de confiança” por ter utilizado cerca de 85.000 euros de dinheiros públicos em refeições de luxo, que justificou com a alegação, falsa, de que não havia um cozinheiro na residência oficial do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

O julgamento iniciou-se em outubro de 2018 e o Ministério da Justiça anunciou que a acusada chegou a acordo com os procuradores do Ministério Público, no qual admite ter gastado indevidamente 175.000 shekels (cerca de 44.000 euros).

Nos termos do acordo, Sara Netanyahu aceita reembolsar 45.000 shekels (cerca de 11.170 euros) ao Estado e pagar uma multa de 10.000 shekels (cerca de 2.480 euros).

Com contrapartida, é retirada a acusação de fraude ao Estado, a mais grave, e substituída pela acusação de beneficiar de um erro cometido por uma terceira pessoa.

Segundo a acusação formulada em junho de 2018, Sara Netanyahu encomendou entre 2010 e 2013 centenas de refeições de luxo para si própria, membros da sua família e convidados, pagas com dinheiro dos contribuintes.

Ao longo do julgamento, a mulher do primeiro-ministro, de 60 anos, negou qualquer ato repreensível.

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