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Diáspora

Conselho de Liderança Luso-americano lança pesquisa sobre diáspora nos EUA

O propósito da pesquisa será "conseguir um melhor entendimento sobre a comunidade portuguesa nos EUA, e compreender a sua mentalidade quer em termos sociais como económicos e políticos".

A intenção é tornar o Índice PALCUS numa pesquisa bi-anual que resulte num relatório público

ANDRÉ KOSTERS/LUSA

O Conselho de Liderança Luso-americano dos Estados Unidos (PALCUS) lançou a segunda edição do Índice nacional sobre a comunidade portuguesa no país, cuja pesquisa irá decorrer até ao final de agosto.

O propósito do Índice PALCUS será “conseguir um melhor entendimento sobre a comunidade portuguesa nos EUA, compreender a sua mentalidade e o que sentem que é mais importante, quer em termos sociais como económicos e políticos”, disse à Lusa a chair da organização, Ângela Simões.

Depois de uma primeira edição em 2018, que obteve 1280 respostas, o Conselho de Liderança alargou o âmbito da pesquisa, integrou mais questões e antecipa mais de 2000 respondentes, com versões em português e inglês online, em PDF e em cópia física.

As questões incluem a utilização da língua portuguesa no trabalho, preocupações com imigração e seguros de saúde e ainda ligações à comunidade e a Portugal.

“Estamos a apontar para conseguir mais respostas em pessoa, com papel, para termos maior abrangência demográfica”, afirmou Ângela Simões, uma vez que “nem toda a gente está online ou tem Facebook”.

O Índice PALCUS terá agora o apoio dos consulados de Portugal nos Estados Unidos, em Washington, D.C., São Francisco, Boston, New Bedford, Nova Iorque, Providence e Newark, que disponibilizarão cópias impressas que os cidadãos poderão preencher enquanto esperam pelas suas marcações.

Os resultados serão compilados e analisados pela professora de sociologia Dulce Maria Scott, da Anderson University, com um relatório preliminar previsto para outubro e o Índice final publicado em janeiro de 2020.

Os dados extraídos do inquérito permitirão avaliar as prioridades de programas e ações que o PALCUS vai implementar no próximo ano.

Uma secção da pesquisa debruça-se sobre a necessidade de cuidados para idosos, após vários pedidos de esclarecimento e ajuda neste âmbito. “Queremos saber se é um grande problema na nossa comunidade que tem de ser endereçado”, explicou Ângela Simões.

Noutro ponto, foram incluídas questões para saber se os luso-descendentes conhecem as oportunidades que existem para estudar em Portugal. “Fizemos isso porque uma das grandes preocupações enunciadas na primeira sondagem foi o custo da educação, e o governo português tem uma iniciativa para incentivar alunos dos Estados Unidos a irem estudar em Portugal”, disse a responsável.

Esta foi mesmo uma das prioridades na visita que o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, fez à Califórnia em maio, durante a qual promoveu as 3500 vagas para luso-americanos que estarão disponíveis no ensino superior português no próximo ano letivo.

O programa “Study & Research in Portugal” teve apenas 350 candidaturas no último ano letivo, um décimo da quota total atribuída, e é dirigido especificamente a portugueses e familiares de portugueses a residir no estrangeiro.

“Penso que vamos descobrir que muitas pessoas não têm noção destas oportunidades”, considerou a chair do Conselho de Liderança.

Além das cópias em papel, que deverão chegar às gerações mais velhas, o PALCUS está a fazer uma campanha online e offline mais robusta, capitalizando na rede de contactos que foi montada nos últimos dois anos, em especial devido à iniciativa Make Portuguese Count. Trata-se de uma campanha para incentivar os lusodescendentes a assinalar “Português” como herança étnica no próximo recenseamento geral da população, em 2020.

“Temos agora contactos mais directos no Havai, Arizona, Colorado, Idaho, Flórida, Texas, todos estes Estados onde há uma população portuguesa em crescimento”, referiu Ângela Simões. “Vamos ver respostas com demografia mais alargada em termos de Estados”, já que na primeira edição o grosso dos respondentes se localizou na Califórnia.

A intenção é tornar o Índice PALCUS numa pesquisa bi-anual que resulte num relatório público, acompanhado de infografias e seminário online.

“É a única pesquisa nacional sobre a nossa comunidade que existe e continuará a existir”, frisou Ângela Simões. “Se alguém precisar de dados sobre a comunidade portuguesa, o Índice PALCUS é a melhor fonte”.

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