Rádio Observador

Aviação

Companhia aérea pede desculpa por citar estudo sobre lugares onde é mais provável sobreviver

Citando um estudo da Time, a KLM escreveu que "a taxa de mortalidade para os assentos no meio do avião é maior" e recebeu várias críticas por estar a publicar dados relacionados com quedas de aviões.

O estudo que a KLM citou foi baseado nos acidentes de avião nos últimos 35 anos onde existiram tanto vítimas mortais como sobreviventes e que foram registados na base de dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos

Getty Images/iStockphoto

Depois de estar envolvida numa polémica em que a tripulação pediu a uma mulher que se tapasse enquanto dava de mamar à filha para evitar que outros passageiros ficassem incomodados, a companhia aérea KLM esteve esta semana envolvida noutro caso. A transportadora holandesa citou na sua conta do Twitter Índia um estudo que explicava quais os lugares do avião onde a taxa de mortalidade é menor em caso de queda do aparelho. E se tudo era baseado num estudo, muitos utilizadores não se sentiram particularmente satisfeitos com aquela informação vinda de uma companhia aérea.

“De acordo com os dados de um estudo da Time, a taxa de mortalidade para os assentos no meio do avião é a maior. No entanto, a taxa de mortalidade para os assentos na frente é ligeiramente menor e ainda menor para assentos no último terço do avião”, explicava a empresa num tweet feito na sua conta da Índia. A KLM apagou, entretanto, a mensagem das redes sociais, depois de receber críticas pelo tema escolhido. Juntamente com a mensagem, além de hashtags como “#Facts”, estava uma imagem que tinha a seguinte frase: “Os assentos na parte traseira do avião são os mais seguros!”

A empresa, entretanto, apagou a mensagem das redes sociais, depois de receber críticas pelo tema escolhido.

“Não tenho a certeza que este seja a estratégia de venda que a vossa marca quer ou precisa”, escreveu um utilizador no Twitter em resposta à publicação. E outro questionou: “Porque é que vocês fizeram isto?” No mesmo dia em que fez o tweet, a companhia aérea emitiu um pedido de desculpas pelo sucedido e explicou que “a publicação foi baseada num facto de aviação publicamente disponível e não se trata de uma opinião da KLM”. “Nunca foi nossa intenção ferir os sentimentos de ninguém. A publicação já foi apagada”, acrescentou ainda a empresa.

O estudo que a KLM citou foi baseado nos acidentes de avião nos últimos 35 anos onde existiram tanto vítimas mortais como sobreviventes e que foram registados na base de dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês). A análise destes dados, revelou a Time, indica que os lugares no último terço do avião tiveram uma taxa de mortalidade de 32%, comparado com a parte do meio (39%) e com a parte da frente do aparelho, que registou uma taxa de 38%.

Nesse mesmo artigo, a Time alerta ainda para o facto de que na maior parte das vezes “as probabilidades de se morrer num acidente de aviação têm menos a ver com o sítio onde se está sentado e mais com as circunstâncias da queda”. “Se a cauda do avião sofrer um impacto maior, os passageiros do meio ou da frente podem ficar melhor do que os das traseiras”, acrescentou a revista. E, pela importância do contexto em que o acidente ocorreu, surge outro alerta: “Percebemos que a sobrevivência era aleatória em vários acidentes — aqueles que morreram estavam divididos de forma irregular entre os sobreviventes. E, por essa razão, a FAA e outros peritos de segurança de aviação dizem que não há um lugar mais seguro no avião”. 

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: cpeixoto@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)