Este ano, a idade normal de acesso à reforma é de 66 anos e cinco meses, e, caso decida reformar-se com uma idade inferior, a antecipação pode ser pedida para quem tiver 60 anos ou mais de idade e pelo menos 40 anos de descontos. Mas se não preencher essas condições, e quiser reformar-se terá uma dupla penalização: i) pelo fator de sustentabilidade (14,67%, em 2019) e ii) pela redução, de 0,5% do valor da pensão por cada mês de antecipação.

Para não ficar dependente das mudanças nas regras da Segurança Social, apresentamos um conjunto de estratégias para que possa usufruir plenamente da sua reforma quando chegar o momento.

Comece a poupar…

…para a reforma o quanto antes. Pense que quanto mais cedo começar a poupar, mais ambiciosas poderão ser as suas metas de rendibilidades e diferentes opções de risco, e indiretamente pode ainda beneficiar do efeito da capitalização dos rendimentos, que é mais generoso quanto maior for o prazo do investimento.

Calcule os seus gastos previsíveis…

… para manter o seu atual nível de vida durante os 20 anos a seguir a sua reforma. Tenha em consideração as despesas mensais habituais, alimentação (supermercados e restauração), deslocações, tempos livres (teatro, cinema, concertos), férias e viagens, mas não se esqueça de incluir as despesas de saúde. Este cálculo é importante para ter uma estimativa dos rendimentos que serão necessários para suportar essas despesas quando estiver na reforma, por isso determine quanto quer ou pode disponibilizar, na sua poupança para a reforma.

Trace o seu plano de investimento.

Estude bem as opções existentes no mercado e identifique as que mais vão ao encontro dos seus objetivos e perfil de investimento. Entre os produtos disponíveis, os Planos de Poupança e Reforma (PPR’s) são um produto financeiro destinado a constituir uma poupança para o momento da aposentação, podendo ter a forma de seguros, fundos de pensões ou fundos de investimento mobiliário. O funcionamento é simples, basta entregar, periódica ou pontualmente, uma determinada quantia a uma gestora de fundos de investimento mobiliário, como a IMGA, a uma seguradora ou uma gestora de fundos de pensões. Esses valores são depois aplicados nos mercados de capitais de modo a maximizarem a rendibilidade dos investimentos e reforçar a sua poupança final, para quando chegar a sua idade da reforma.

Tenha em conta o seu perfil de investimento…

…ou seja,  fatores como a idade e a tolerância ao risco que deve ir calibrando ao longo da sua vida ativa e em que está a poupar. No universo IMGA, se tiver até 45 anos e maior tolerância ao risco, pode optar pelo IMGA Investimento PPR Ações, que pretende extrair rendibilidade dos mercados com uma componente de risco em ações de 55%, beneficiando ainda da diversificação da sua carteira por outras classes de ativos como obrigações, imobiliário, diferentes geografias e moedas, capazes de assegurarem uma adequada combinação de ativos, essencial em qualquer estratégia de investimento. Se tem mais de 45 anos e valoriza uma maior estabilidade nos seus investimentos, é recomendável o IMGA Poupança PPR, com uma componente de ações de 35% no máximo.
Defina o seu perfil de risco.

Ajuste os seus esforços de poupança…

… tendo em conta o seu património financeiro acumulado e leve em consideração o rendimento líquido quando se reformar, incluindo a reforma da Segurança Social, um eventual fundo de pensões da empresa e/ou os PPR’s ou complementos individuais de reforma que foi constituindo ao longo da sua vida.

Lembre-se que poupar para a reforma deve ser regular.

Da mesma forma que paga todos os meses a prestação ou renda da casa e as contas, é importante que tenha em mente que a poupança para a reforma também deve ser frequente e disciplinada. Por menor que seja o montante disponível, aposte sempre num reforço da sua poupança a pensar nos seus anos dourados. Os fundos PPR da IMGA preveem entregas mensais de 25 euros, no mínimo, ou entregas únicas a partir de 100 euros , conforme a sua capacidade ou disponibilidade de poupança durante o ano.

Pague-se a si primeiro…

… ou por outras palavras, a prioridade é pensar na sua reforma e só depois, com o que sobrar, assumir outras responsabilidades financeiras (carro, barco, viagem,…), caso contrário poderá não conseguir cumprir o compromisso de sonho (segurança).

Não mexa na poupança para a reforma.

Mesmo que tenha a tentação de recorrer aos valores que já poupou, seja forte e resista. Mais tarde verá que o seu esforço no presente será compensado com um futuro mais tranquilo, em especial naquela fase da sua vida em que já não tem capacidade de poupar e deve desfrutar do merecido descanso após décadas de vida laboral ativa.

Aproveite os benefícios fiscais dos PPR e fundos de pensões de adesão individual.

Lembre-se que estas opções de poupança dão um benefício fiscal de dedução à coleta do IRS e, em certas circunstâncias, a taxa de tributação dos rendimentos pode ser reduzida até 8%, muito inferior aos 28% de imposto aplicados em regra geral aos rendimentos de poupança e mais-valias (depósitos a prazo, certificados de aforro ou do tesouro, rendimentos de ações e obrigações, seguros capitalização, …).

Se está em início de carreira, comece a poupar para a reforma desde o primeiro emprego.

Pode parecer estranho, mas se acha que é suficiente começar a poupar para a reforma apenas quando lhe faltar 10 anos ou menos para a idade de aposentação, desengane-se e pense duas vezes. Atualmente a sociedade europeia, marcada pelas crises das dívidas públicas, fracos níveis de crescimento e forte envelhecimento da população, tornam cada vez mais inviável alcançar níveis de reforma (pela segurança social) com padrões a que a sociedade moderna já se habituou. Por isso a poupança individual, de cada um, para a sua reforma, deve ser um objetivo ao longo de toda a vida ativa, que todos temos de estabelecer desde a entrada no mercado de trabalho. Melhor ainda que iniciar o quanto antes, é mesmo preparar os anos dourados desde que começa a trabalhar.

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