Quatro reclusos que sobreviveram a um motim ocorrido na segunda-feira no Centro de Recuperação Regional de Altamira, uma prisão no sudoeste do Pará, no Brasil, foram assassinados na noite desta terça-feira enquanto eram transferidos para outra prisão brasileira. O número de mortos provocados por este acontecimento sobe, assim, para 62.

Segundo o G1, o crime ocorreu entre os municípios de Novo Repartimento e Marabá enquanto os reclusos, cerca de 30, eram transportados dentro de um camião dividido em quatro celas. Os corpos dos quatro homens foram encontrados esta quarta-feira durante uma pausa e revista de segurança e apresentavam sinais de asfixia, sendo que a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) suspeita que os estes quatro reclusos foram assassinados por outros presos que seguiam no mesmo camião.

As circunstâncias destas mortes ainda estão a ser investigadas, mas sabe-se que todos os reclusos, aparentemente, estariam algemados, o que leva a questionar como é que conseguiram levar para a frente este assassinado. Os restantes 26 presos que seguiam no camião estão agora em isolamento. 

Esta segunda-feira, recorde-se, um motim numa prisão no sudoeste do Pará provocou 58 mortos, tornando-se, até ao momento, no maior motim registado este ano em prisões brasileiras e o segundo maior de sempre. O motim terá sido motivado por uma rixa entre rivais do mesmo estabelecimento prisional, quando os reclusos do bloco A, que pertencem a uma organização criminal, terão invadido o bloco B, ocupado pelo grupo rival. Tudo isto ocorreu por volta das 7 horas locais (11h em Portugal), na altura em que se iniciava a entrega do pequeno-almoço na prisão. De seguida, os reclusos terão trancado uma sala e ateado fogo ao local, tendo muitos deles morrido por asfixia depois de o fumo entrar nas suas celas.