Rádio Observador

Ébola

Ébola: Governo do Ruanda fecha as suas fronteiras terrestres com a República Democrática do Congo

Já são mais de 1.700 mortes pelo vírus Ébola na RDCongo nesta última epidemia. Anúncio acontece depois de confirmado o terceiro caso da doença na cidade de Goma, situada a poucos metros de Ruanda.

Trata-se, de facto, da primeira vez que o Ébola afeta uma zona em conflito

STRINGER/EPA

O governo ruandês decidiu fechar nesta quinta-feira as suas fronteiras terrestres com a República Democrática do Congo (RDCongo), após terem sido detetados casos do vírus do Ébola na cidade congolesa de Goma, situada a poucos metros do Ruanda.

“Sim, a fronteira está encerrada”, disse o encarregado de assuntos exteriores do Ruanda para a comunidade de Africana Oriental, citado pela agência noticiosa Efe.

O anúncio coincide com a confirmação nesta quinta-feira de um novo caso infetado com o vírus do Ébola em Goma, o terceiro, a filha de 1 ano da segunda vítima mortal que faleceu na quarta-feira.

A primeira vítima mortal em Goma foi um pastor evangélico que faleceu no dia 16 de julho quando era transferido para um centro de tratamento da localidade de Butembo.

Além disso, na cidade de Goma e arredores, há 12 casos suspeitos que estão à espera de serem confirmados, segundo o balanço feito pelo governo congolês divulgado na terça-feira.

Goma é uma cidade que se encontra a cerca de 350 quilómetros do epicentro da epidemia e mesmo ao lado do Ruanda.

Em declarações à agência Efe, o oficial de saúde de uma das fronteiras de Goma na RDCongo, Dédé Ndungi Ndungi, afirmou que desde esta manhã às autoridades do Ruanda não deixam passar nem entrar passageiros ou mercadorias em nenhum dos dois postos fronteiriços existentes em Goma.

“Ruanda tem medo do Ébola”, disse Ndungi, referindo que na parte da fronteira que se encontra aberta ninguém com suspeita do vírus tentou entrar no Ruanda.

Em novembro, o governo da RDCongo anunciou que a epidemia de Ébola passara a ser a maior da história do país relativamente ao número de contágios.

A epidemia está localizada nas províncias de Kivu do Norte e Ituri e já se converteu na pior da história da RDCongo e na segunda mais grave do mundo, apenas ultrapassada pela verificada na África Ocidental em 2014, com mais de 11 mil mortos.

Hoje, faz um ano desde que o surto foi declarado, cuja mitigação é especialmente complicada dada a grande desconfiança social e ao facto de na zona operarem mais de uma centena de grupos armados.

Trata-se, de facto, da primeira vez que o Ébola afeta uma zona em conflito.

O vírus do Ébola transmite-se através do contacto direto com sangue e os fluidos corporais contaminados, provoca febre hemorrágica e pode chegar a alcançar uma taxa de mortalidade de 90% se não é tratado a tempo.

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou no dia 17 de julho o estado de Emergência Internacional na RDCongo devido ao Ébola.

Segundo o mais recente boletim oficial do Ministério da Saúde da RDCongo, datado de 22 de julho, as autoridades sanitárias congolesas detetaram 2.592 casos, sendo que, destes, 1.743 morreram.

As principais áreas afetadas no Kivu Norte são Katwa (638 mortos), Beni (526 mortos), Mabalako (369 mortos), Butembo (258 mortos), Kalunguta (143 mortos) e Vuhovi (106 mortos), ao passo que dos 257 casos mortais registados em Ituri, a maioria foi na zona de Mandima (197).

Desde o início das atividades de controlo, 140 agentes sanitários foram infetados pelo vírus, tendo morrido 41 desde 01 de agosto de 2018.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Turismo

A turistificação da economia algarvia

António Covas

Não é tarefa fácil falar de diversificação da base económica regional quando a atividade turística é aquela que remunera mais rapidamente as pequenas poupanças e os pequenos investimentos realizados.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)