Continua a discussão em torno da morte do milionário Jeffrey Epstein. Esta terça-feira, três dias depois de Epstein se ter enforcado na prisão de Nova Iorque onde estava preso desde julho, a CNN noticia que o principal guarda prisional daquele estabelecimento vai ser transferido, enquanto o FBI e o Departamento de Justiça norte-americano investigam o caso.

Lamine N’diaye vai ser transferido para outro estabelecimento prisional da região e substituído por James Petrucci, guarda da prisão federal de Otisville, também em Nova Iorque. Dois funcionários que tinham reforçado a unidade onde Epstein estava preso ficaram de licença, anunciou o Departamento de Justiça norte-americano.

As mudanças destes funcionários foram ordenadas por William Barr, procurador-geral norte-americano. Barr já tinha falado em “sérias irregularidades” naquela prisão de Nova Iorque, após a notícia da morte do milionário que estava a aguardar julgamento por acusações de abuso e tráfico sexual de menores. “A morte do senhor Epstein levanta questões muito sérias que têm de ter resposta”, declarou.

Os guardas da prisão de Nova Iorque têm de verificar os reclusos da unidade de detenção especial — onde estava Epstein — a cada 30 minutos. Contudo, segundo a CNN, os funcionários da prisão estiveram sem ir à cela de Epstein durante horas, antes do aparente suicídio.

O corpo do magnata de 66 anos foi encontrado sem vida no sábado, na cela onde estava preso, pelas 7h30 locais (11h30 hora de Lisboa). Epstein já tinha sido encontrado quase inconsciente com marcas de corda no pescoço e em “posição fetal” na mesma cela.