A criação de mais 83 lugares de espera e estacionamento nos terminais portuários é uma das obras previstas no projeto de melhoria das infraestruturas de apoio do Porto de Setúbal que tiveram início esta segunda-feira, anunciou a administração portuária.

Segundo um comunicado da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), as obras de ampliação e melhoria de diversas infraestruturas de apoio às operações portuárias, no valor global de 1,2 milhões de euros, preveem o “aumento da capacidade do atual parque de espera de pesados no Terminal Multiusos 2, de 17 para 61 lugares”.

De acordo com a APSS, está igualmente previsto o aumento do número de lugares de estacionamento de veículos ligeiros, de 48 para 87 lugares, distribuídos por dois parques.

A substituição da atual portaria do “Terminal Ro-Ro – Coelho da Mota”, que será demolida, por uma nova portaria e edifício de apoio, bem como a construção de uma passagem pedonal entre o parque de espera de pesados do Terminal Multiusos 2 e um dos parques de estacionamento de ligeiros, são outras obras previstas no projeto de melhoria das infraestruturas de apoio às operações portuárias.

O projeto contempla ainda a construção de uma passagem pedonal entre o parque de espera de pesados do “Terminal Multiusos 2” e um dos parques de estacionamento de ligeiros e a construção de novas infraestruturas de combate a incêndio, abastecimento de água potável, rede elétrica e CCTV e fibra ótica.

A par da melhoria das infraestruturas de apoio às operações portuárias, que a APSS acredita que deverão estar concluídas até final deste ano, a administração portuária de Setúbal tem também em curso um Projeto de Melhoria da Acessibilidade Marítima ao Porto de Setúbal, que prevê a dragagem de um total de 6,5 milhões de metros cúbicos de areias do estuário do Sado, para permitir a entrada de navios maiores, e de maior calado, no Porto de Setúbal.

Este Projeto de Melhoria da Acessibilidade Marítima ao Porto de Setúbal, com um custo global de 25 milhões de euros, tem sido contestado por diversos grupos cívicos e associações de defesa do ambiente, mas mereceu parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente.

Os tribunais também não decretaram a suspensão das dragagens, como pretendiam os signatários de diversas providências cautelares em diferentes tribunais.