Dificilmente quem tenha mais de 2 milhões de euros para investir num Koenigsegg Regera pensará alguma vez dormir dentro da mala de um destes monstros, que figura por mérito próprio entre os melhores hiperdesportivos do mundo. Mas apenas para provar um ponto de pista e tornar evidente que espaço é coisa que não falta na mala deste modelo sueco, a portuguesa Carina Lima aceitou deitar-se lá dentro. De pijama e tudo.

O facto de a piloto ser elegante e exibir uma boa forma física tê-la-á ajudado na manobra de contorcionismo. Mas nem isso coloca em causa que, efectivamente, o Regera tem mais espaço para transportar mais bagagens do que é normal encontrar em desportivos deste calibre. Contudo, é apenas aconselhável utilizar a “caminha” do Regera enquanto ele está estacionado e aberto, pois fechado e a 400 km/h a conversa deve ser outra.

O Regera, além de veloz e rápido – anuncia 0-100 km/h em apenas 2,8 segundos –, é um concentrado de tecnologia. Para começar não tem caixa de velocidades, pois recorre somente a uma mudança, necessariamente o equivalente a uma 6ª ou 7ª, para atingir tão elevada velocidade máxima. Então como é que consegue circular devagar, onde deveria engrenar uma 1ª ou 2ª? Porque nessas circunstâncias quem tem uma palavra a dizer são os três motores eléctricos, que somam 700 cv de potência e 870 Nm de força. É este sistema a 800 V – o primeiro do mundo com esta voltagem –, alimentado por uma bateria de 4,5 kWh de capacidade, que permite ao modelo funcionar sem caixa.

Além dos motores eléctricos, o Regera conta com os serviços de um 5.0 V8 biturbo a gasolina, com 1.115 cv e 1.280 Nm de binário máximo. Tudo junto, este híbrido da Koenigsegg usufrui mais de 1.500 cv e 2.000 Nm de binário, uma “violência” só ao alcance do Bugatti Chiron, o que lhe permite alcançar os 400 km/h, sem beliscar um interior refinado, cheio de equipamento e com acabamentos irrepreensíveis. Como o prova o Regera azul que a portuguesa adquiriu e em cuja bagageira aparece a “descansar”.