O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e Alimentação (FAO) alertou esta quarta-feira que a desnutrição é uma barreira para atingir os objetivos do desenvolvimento sustentável para 2030.

Na cerimónia do Dia Mundial da alimentação, Qu Dongyu assegurou que o excesso de peso e as doenças não transmissíveis têm um “sério custo para indivíduos, famílias, comunidades e até para aos países”. Depois de se converterem no principal risco de morte prematura, as dietas de má qualidade pressupõem um elevado custo para todos, considera a FAO.

“As nossas ações são nosso futuro” é o lema do dia, que procura chamar a atenção para o aumento da fome, que atinge mais de 820 milhões de pessoas, sobrepeso e obesidade, com mais de 2.000 milhões afetados.

Na sua intervenção, Qu Dongyu instou os estados a “expandirem as suas políticas para investigar e investir em alimentos como frutas, verduras e legumes e levar o mercado aos pequenos agricultores”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, enviou uma mensagem em que insistia na mudança dos sistemas alimentares para que as dietas de qualidade fossem acessíveis a todas as pessoas, razão pela qual uma cimeira mundial está agendada para 2021.

O primeiro ministro da Itália, Giuseppe Conte, em nome do país que acolhe as agências das Nações Unidas para alimentação, disse que a alimentação deve concentrar-se no “bem-estar das pessoas”, pelo qual é necessário combater as desigualdades e alcançar “um equilíbrio entre o que é produzido e consumido”.