Seja na Bundesliga, seja na Taça da Alemanha, Bayern e goleada na mesma frase nem chega propriamente a ser notícia de tão habitual que se foi tornando ao longo do anos anos. Esta temporada, apesar da irregularidade que chegou a colocar de novo o nome de Nico Kovac em causa no comando, não foi também exceção e ainda juntou a Liga dos Campeões: depois do 3-0 ao Schalke 04, do 6-1 ao Mainz, do 3-0 ao Estrela Vermelha e do 4-0 ao Colónia, os bávaros foram a Londres esmagar o Tottenham por 7-2. A seguir, fecharam a loja.

Essa vitória acabou por ser quase o balão de toda uma época para Kovac mas marcou também uma viragem a nível de resultados e exibições do campeão germânico, que somou a seguir dois encontros sem ganhar na Bundesliga (derrota com o Hoffenheim, empate com o Augsburgo) e venceu os três seguintes por margens mínimas contra Olympiacos, Union Berlin e Bochum, este para a Taça e nos últimos minutos. A equipa tremeu, tremeu até à queda final com estrondo – e houve Bayern e goleada na mesma frase mas ao contrário.

Reduzidos a dez unidades logo aos nove minutos por expulsão de Jérome Boateng, os bávaros foram aguentando as tentativas ofensivas de um Eintracht Frankfurt que começou com Bas Dost e Gonçalo Paciência na frente mas passaram para a condição de desvantagem de dois golos em menos de dez minutos, com Kostic (25′) e Sow (33′) a darem avanço ao conjunto da casa antes do inevitável Lewandowski reduzir antes do intervalo (37′).

Estava dado o aviso que seria mesmo confirmado na segunda parte: com golos de David Abraham (49′), Martin Hinteregger (61′) e Gonçalo Paciência (85′), o conjunto de Frankfurt aplicou uma goleada das antigas a um Bayern que averbou a segunda derrota da Bundesliga (além de três empates, tendo ganho somente metade dos jogos realizados) e que baixou para o quarto lugar da classificação, atrás de B. Mönchengladbach, B. Dortmund e RB Leipzig e com o Eintracht na sexta posição a apenas um ponto do conjunto de Nico Kovac.