O bastonário da Ordem dos Médicos disse esta sexta-feira que as declarações da líder parlamentar do PS a assumir que há falhas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) podem ser positivas porque mostram que o PS já admite o problema.

“Eu tenho pena que a doutora Ana Catarina Mendes tenha vindo dizer isso tão tarde, mas ainda assim é positivo. É positivo porque quando nós queremos resolver problema, a primeira coisa que temos de fazer é identificar e aceitar que o problema existe e a seguir pensar nas medidas que temos de fazer para que o problema seja resolvido”, afirmou Miguel Guimarães, à margem da cerimónia Juramento de Hipócrates, que teve esta sexta-feira lugar na Covilhã, distrito de Castelo Branco.

Em entrevista à Visão, a presidente da bancada parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, reconheceu que lhe chegam “todos os dias relatos de algumas falhas no SNS” e reconheceu que são necessárias “medidas urgentes” para superar essas falhas.

Questionado sobre o assunto, na Covilhã, Miguel Guimarães considerou que tal pode ser “um sinal de esperança” para que “o”PS possa, de facto, vir a fazer da saúde uma prioridade”.

O bastonário frisou ainda que o estado atual da saúde “não pode continuar a manter-se por mais anos” e assumiu que ficou preocupado por o primeiro-ministro não ter referido a saúde, quando falou das quatro prioridades para o país no programa do Governo.

Frisando que há alguns anos as vagas no setor eram preenchidas a 100% e que agora a média rondamos 70%”, o bastonário reivindicou medidas para travar a saída de profissionais porque, disse, “se nada se fizer, o SNS corre o risco de ficar reduzido, muito reduzido”.