A Jerónimo Martins fechou temporariamente as lojas Ara, a sua insígnia de retalho na Colômbia, durante a passagem das manifestações dos últimos dias contra o governo de Iván Duque e antecipou o recolher obrigatório. Um supermercado da marca foi vandalizado no sábado.

Fechámos algumas lojas temporariamente durante a passagem das manifestações e, em Bogotá, aquando do recolher obrigatório, antecipámos em duas horas o encerramento das lojas para que os nossos colaboradores tivessem tempo de chegar às suas casas”, disse, questionada pelo Observador, fonte oficial da retalhista.

Desde quinta-feira da semana passada que a Colômbia é palco de intensos protestos contra a política económica e social do governo do país. Uma loja Ara foi saqueada por vários manifestantes encapuzados que usaram um autocarro para forçar a entrada. A retalhista frisa, porém, que os furtos foram “muito limitados, até porque as forças policiais acorreram prontamente“. Neste momento, todas as lojas na Colômbia da dona do Pingo Doce estão já abertas e a funcionar.

O dispositivo interno de segurança nas lojas do grupo na Colômbia “foi preventivamente reforçado”. A empresa também “mantém um canal de comunicação aberto com as autoridades com vista à proteção eficaz de pessoas e bens”. As manifestações deverão prolongar-se durante esta semana, daí que a retalhista continue “a acompanhar de forma ativa e vigilante o evoluir da situação“. “Tomaremos as medidas que forem necessárias para proteger os nossos colaboradores, os nossos clientes e os nossos bens.”

No final de outubro, a Jerónimo Martins anunciou que pretendia chegar às 110 aberturas de lojas Ara na Colômbia este ano, atingindo os 642 supermercados no país.

Esta segunda-feira, as autoridades do país anunciaram que, pelo menos, 341 polícias ficaram feridos durante os quatro dias de manifestações. Além das críticas à política seguida pelo atual governo, os manifestantes exigem o combate às desigualdades económicas ou o fim da violência contra ativistas.