Ganhou cinco vezes a Liga dos Campeões (sempre nos anos em que conquistou a Bola de Ouro) por dois clubes diferentes, conquistou seis Campeonatos em três ligas distintas, venceu 11 competições internacionais em pouco mais de uma década. O difícil na carreira de Cristiano Ronaldo é escolher o momento mais importante mas, em entrevista à DAZN, o avançado não teve dúvidas: o título mais marcante foi o primeiro que alcançou com a Seleção Nacional, quando Portugal derrotou a França em Paris na final do Campeonato da Europa de 2016.

Dobradinha europeia. Cristiano Ronaldo e Pepe conseguem o que nenhum português fez

“Esse título de campeão europeu com Portugal foi o prémio mais importante que já ganhei”, começou por referir o número 7 que nesse jogo decisivo até teve de sair lesionado no joelho no decorrer da primeira parte.

“Foi uma noite incrível e inesquecível: chorei, ri, sofri, gritei, fiquei bêbado… Agora, durante esse jogo chorei tanto que fiquei desidratado. No final, durante as comemorações, bebi uma taça de champanhe e imediatamente subiu-me à cabeça. Eu nunca bebo, mas esse dia foi tão especial… Foi o troféu mais importante de todos os tempos”, acrescentou também sobre a forma como viveu a final no banco de suplentes e a festa que se seguiu.

As 27 imagens da lesão que pôs Ronaldo fora da final

Ronaldo falou também na referida entrevista sobre o momento em que termine a carreira, assumindo que o futuro não deverá passar pelos bancos como treinador. “Neste momento não é algo que me interesse. Talvez um dia me aborreça e a vontade possa aparecer, também nunca digo nunca… Se me tornar treinador, serei um motivador. O treinador deve transmitir a sua paixão e talento à equipa. Por exemplo, gosto de me divertir, driblar, rematar e marcar golos, e seria isso que gostaria de transmitir isso à equipa”, explicou.

“Golo mais especial? Ao Buffon, foi um golo muito especial. Um estádio lindíssimo, uma grande equipas, as pessoas de pé a aplaudirem, foi uma noite especial. Sempre que falava com o Buffon parecia-me uma boa pessoa, divertido, alegre. Depois do golo, foi ter comigo e disse apenas ‘Parabéns’, algo bom… Recordo-me bem. Sempre teve essa imagem do Buffon que vejo agora, uma boa pessoa, que ajuda os outros”, disse ainda sobre o golo apontado na Liga dos Campeões frente à Juventus pelo Real Madrid de pontapé de bicicleta em abril de 2018.

Em respostas mais curtas, Ronaldo considerou que Bonucci, Chiellini e De Ligt são os melhores defesas da Serie A “e que treinam todos os dias na mesma equipa”, destacou que gosta da cultura italiana além da comida e deixou elogios à Juventus: “Gosto de tudo sobre o clube, têm uma cultura muito boa. É o melhor clube em Itália e têm uma história extraordinária. Estou feliz por estar aqui e quero ganhar o máximo possível de troféus”. Sobre virtudes e defeitos, o avançado colocou a “inteligência” como aspeto positivo e… disse não ter defeitos.