Mais de 500 trabalhadores da petrolífera americana Halliburton, prestadora de serviços às empresas do setor que operam em Angola, estão em greve por “tempo indeterminado”, em protesto contra salários não atualizados ao câmbio do banco central.

“Neste momento não há negociação, já parámos, estamos em greve e nas negociações eles [a direção] não querem ouvir falar sobre a atualização do câmbio”, disse esta sexta-feira à Lusa o presidente do Sindicato das Indústrias Petroquímicas e Metalúrgicas de Angola (Sipeqma), João Ernesto Pedro.

Segundo o sindicalista, que lamenta a postura da direção da empresa em continuar a pagar salários convertidos do dólar para o kwanza no câmbio de há cinco anos, a posição do patronato traduz-se num “escândalo e uma roubalheira”.

O líder da Sipeqma questionou igualmente o silêncio das autoridades do país face aos “constantes atropelos à lei e aos direitos dos trabalhadores” por parte da petrolífera americana, adiantando que as operações estão paralisadas desde segunda-feira.

“Pedimos apenas flexibilidade da empresa, porque os atuais salários estão desajustados ao atual contexto do país”, assinalou João Ernesto Pedro, garantindo abertura para negociar com a direção da empresa especializada na perfuração de poços petrolíferos.