O Departamento de Estado norte-americano elevou esta terça-feira o nível de alerta para turistas que pretendam viajar para o Brasil devido à “criminalidade”, dirigindo atenções para favelas, regiões de fronteira e cidades satélite de Brasília, capital do país.

De acordo com as recomendações de viagem divulgadas esta terça-feira no site do departamento governamental dos Estados Unidos da América (EUA), o alerta de segurança para o Brasil — que pode ir do nível um ao quatro — , está agora no nível dois, em que é aconselhado o aumento de cautela.

Já nas áreas especificamente não recomendadas, o nível de alerta atinge o nível máximo de quatro.

“Não viaje para quaisquer áreas a menos de 150 quilómetros das fronteiras terrestres do Brasil com Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Paraguai devido a crime”, alertou o Departamento de Estado, frisando que o Parque Nacional de Foz do Iguaçu e o Parque Nacional do Pantanal estão excluídos do aviso.

Também foi desaconselhada a visita a “empreendimentos informais de habitação — habitualmente referidos no Brasil como favelas, vilas, comunidades ou conglomerados –, a qualquer hora do dia devido ao crime”, nem mesmo com visitas guiadas.

As designadas “cidades satélites” de Brasília, como Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá estão também na lista dos EUA de locais a não frequentar “durante o horário não diurno devido à criminalidade”.

Os funcionários do governo norte-americano não têm permissão para se deslocarem às zonas mencionadas, “exceto em circunstâncias limitadas e com aprovação prévia”.

O executivo dos EUA resume o Brasil como um país com “crimes violentos”, como “assassinato, assalto à mão armada e roubo de carros”, em “áreas urbanas”, de “dia e de noite”.

“A atividade de gangues e o crime organizado são generalizados. Assaltos são comuns. Os funcionários do Governo dos EUA são desencorajados a usar autocarros públicos municipais em todas as partes do Brasil devido ao risco elevado de assalto e agressão a qualquer hora do dia, e principalmente à noite”, advertiu o Departamento de Estado.