Um golo em agosto, dois golos em setembro, três golos em outubro. A lógica apontava para um Cristiano Ronaldo em crescendo com o avançar da temporada, dos meses e da competição pela Juventus mas novembro foi um ano a seco para o avançado, que se debatia com um problema no joelho que o limitava e fez com que fosse substituído em dois encontros consecutivos. Chegou dezembro e tudo mudou. Até agora, janeiro de 2020.

Nos últimos oito jogos oficiais, o capitão da Seleção Nacional marcou um total de dez golos, tendo apenas ficado em branco na final da Supertaça com a Lazio, na Arábia Saudita. De resto, e entre Serie A e fase de grupos da Liga dos Campeões, marcou a Sassuolo, Lazio, Bayer Leverkusen, Udinese (dois), Sampdória, Cagliari (três) e Roma. Foi por isso que, ciente do que se passou na última temporada com Allegri e com a derrota frente à Atalanta, Maurizio Sarri mantinha a dúvida sobre a utilização ou não do português no jogo da Taça de Itália com a Udinese.

“Ronaldo está num momento de forma extraordinário e as estatísticas falam por si. Não só pelos os golos mas por tudo o que faz em campo. Com a Roma, correu 1.100 metros a 22 km/hora, o que é um desempenho incrível. Está em muito boas condições físicas e será ele a decidir se é capaz de jogar, porque atuou há dois dias e só realizou um treino com a equipa”, dizia o técnico na antecâmara do encontro em Turim. No entanto, um fator extra e que não se consegue controlar acabou por deitar por terra essa hipótese: de acordo com informação oficial da Juventus, Ronaldo teve um ataque de sinusite esta tarde e ficou de fora por questões físicas.

Curiosamente, esta tinha sido uma semana em que o português foi falado por questões físicas mas numa outra perspetiva, neste caso a dieta que permite que se mantenha na elite do futebol mundial quando está prestes a fazer 35 anos. Segundo o As, os cuidados com a alimentação estão também na base dessa performance, com alguns detalhes como o facto de comer seis vezes por dia, ter o peixe como principal elemento (com peixe espada, atum e bacalhau entre os favoritos) ou preferir o abacate nos snacks que vai fazendo.

Em paralelo com todos esses cuidados, Ronaldo não abdica de dormir pelo menos oito horas à noite (fazendo sestas durante o dia) e realiza trabalho de ginásio além da preparação que tem na Juve, além de piscina e pilates.

No que toca ao jogo, Sarri aproveitou a ausência do português para testar um novo modelo na equipa, diferente do 4x3x3 a que recorreu em alguns dos últimos encontros: além da linha defensiva de quatro elementos sem Bonucci (poupado) e Demiral (lesionado e para alguns meses), optou por colocar apenas dois jogadores no corredor central do meio-campo (Rabiot e Betancur, descansando Pjanic e Ramsey) e lançar Bernardeschi numa posição, além dos três avançados Douglas Costa, Paolo Dybala e Gonzalo Higuaín. E a solução ofensiva funcionou, com a Juventus a golear por 4-0 com golos de Higuaín (16′), Dybala (26′, g.p. e 56′) e Douglas Costa (61′, g.p.)