As exportações na região Norte cresceram no terceiro trimestre de 2019 em 3,2%, invertendo a tendência de queda de menos 1,7% do segundo trimestre daquele ano, mas o emprego nas indústrias transformadoras reduziu significativamente, segundo um relatório esta quinta-feira divulgado.

O Norte Conjuntura, boletim trimestral da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), aponta “um aumento das exportações de 3,2% em termos homólogos”, algo que “inverte a tendência de queda e se materializa num registo claramente superior à média nacional”, onde o crescimento foi “mais moderado, de 0,8%”.

O relatório, que apresenta as tendências da evolução económica na região, destaca ainda “uma tendência ligeira de agravamento do desemprego e uma redução significativa do emprego nas indústrias transformadoras”.

Para a CCDR-N, esta descida deve ser seguida “de perto”, devido à “forte tradição industrial da região (uma das mais industrializadas da União Europeia) e ao papel determinante do setor manufatureiro na sua dinâmica económica”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

O documento refere que “as indústrias transformadoras são o ramo de atividade mais importante da região e empregavam 432,9 mil pessoas (25,2% de todo o emprego) no terceiro trimestre de 2019. “Este ramo observou uma diminuição da população empregada em 3,7% face ao trimestre homólogo de 2018, agravando ligeiramente a tendência de queda iniciada no trimestre anterior”, quando o emprego no setor registou uma redução de 2,7%.

Quanto ao desemprego, a taxa foi de 6,6% no terceiro trimestre de 2019, correspondendo a um aumento de 0,4 pontos percentuais face ao trimestre anterior. Quando comparado com o valor do trimestre homólogo de 2018, a taxa de desemprego reduziu em 0,6 pontos percentuais.

Relativamente às exportações, o relatório destaca que o seu aumento tem “especial incidência no tocante a bens mais intensivos em capital e com maior incorporação tecnológica, como são os casos das máquinas e equipamentos e, também, do automóvel”. “As exportações de bens mais intensivos em trabalho, tais como o vestuário e o calçado, apresentam, ao invés, uma evolução negativa”, acrescenta.

O documento assinala também que, na sub-região do Douro, as exportações aumentaram 17,4% “com contributo da indústria alimentar”.

O Norte Conjuntura indica que a Área Metropolitana do Porto é a “mais exportadora”, com 50,3% das exportações regionais, destacando que as “variações mais significativas” foram no Douro e no Cávado (10,6%), “muito impulsionadas pelas trocas comerciais de máquinas e aparelhos”.