Hillary Clinton, ex-primeira-dama dos EUA e ex-candidata democrata à Casa Branca, falou sobre o seu casamento com Bill Clinton no programa apresentado por Ellen DeGeneres, sobretudo sobre o escândalo protagonizado pelo marido e por Monica Lewinsky. “Ficar no meu casamento foi a decisão pessoal mais corajosa que já tomei“, disse em entrevista.

“Não podíamos fazer um filme sobre a minha vida e não cobrir uma coisa de que todos sabiam”. A conversa com Ellen teve por base o documentário “Hillary”, que estreou no Sundance Film Festival e que vai chegar à plataforma de streaming Hulu a 6 de março. A longa-metragem dividida em quatro partes exigiu à candidata democrata das presidenciais de 2016 “falar de tudo”, motivo pelo qual a norte-americana de 72 anos ficou “emocionalmente esgotada” — abordar o caso extraconjugal de Bill Clinton de 1998 mostrou ser uma tarefa exigente.

“Eu disse OK, mas quando chegou a altura [de falar para o documentário], sim, é difícil…”, confessou à apresentadora. “Para mim, revisitar isso [o caso extraconjugal], falar sobre isso, ter o meu marido também a concordar aparecer no filme e ser questionado, foi um pouco difícil, não há dúvida”, continuou.

Hillary acrescentou que a decisão de não se divorciar do marido, então presidente dos EUA, motivou fortes críticas: “É fascinante porque, à medida que avançamos no filme, algumas das mulheres que foram minhas amigas e que me apoiaram pessoalmente, e de todas as outras formas, falam sobre como muitas outras mulheres ficariam realmente zangadas por eu ter decidido ficar com o meu marido”.

A ex-candidata democrata comentou ainda: “Algumas das pessoas que diziam ‘Nunca poderia apoiá-la’ [na decisão de ficar com o marido], no próximo suspiro diziam literalmente ‘Mas eu adoro o marido dela, adoro o Bill Clinton’”.