Primeiro, a Toyota criou o departamento Gazoo Racing, que estava encarregue de tudo o que dizia respeito à competição. Daí os japoneses evoluíram para a submarca GR, que depois passou a ser responsável pelos desportivos deste construtor. O primeiro veículo GR foi o Supra, que foi secundado pelo GR Yaris, concebido como um pequeno carro de ralis, apto a circular pelas estradas abertas ao público.

O GR Yaris promete fazer as delícias de quem gosta de se divertir ao volante, sem contudo ter de investir fortunas no processo. E em certas condições, este “super” Yaris até consegue bater o pé a modelos substancialmente mais potentes, bastando para tal que o piso esteja ligeiramente escorregadio ou molhado. O seu pequeno motor 1.6 Turbo com três cilindros é capaz de pôr cá fora 261 cv, para depois a tracção integral garantir a desejada eficácia.

Agora, depois da forma efusiva como o GR Yaris foi recebido, tudo indica que a Toyota esteja preparada para repetir a receita e conceber um GR Corolla, um dos seus modelos mais vendidos. E poderá ser dos desportivos mais baratos de desenvolver, pois basta montar o mesmo motor 1.6 de 261 cv, acoplá-lo à mesma caixa (manual) de velocidades e ao mesmo sistema 4×4… et voilà!

Ao que parece, a Toyota não parece interessada em “puxar” um pouco mais pelo motor 1.6, para elevar a fasquia em termos de potência. Isto significa que o GR Corolla vai partir em desvantagem quanto à cilindrada e à potência, especialmente se o compararmos com os Mégane RS Trophy, Civic Type R, Hyundai i30 N, Golf R ou Seat Leon Cupra, todos eles com 300 cv ou ligeiramente acima. A Toyota poderá contudo contar com a ajuda da tracção integral, de cariz desportivo, para equilibrar os pratos da balança sempre que a aderência não for total.