Até aqui, para produzir os seus primeiros veículos eléctricos, a Volkswagen limitava-se a trocar uma mecânica dedicada à queima de combustíveis fósseis por outra eléctrica alimentada por bateria, mantendo intocado o resto do veículo. Mas o ID.3 marca uma mudança total, concebendo um novo chassi e produzindo-o numa fábrica integralmente nova, especializada em modelos pensados para a mobilidade a electricidade e com recurso a novos sistemas e soluções destinados a tornar a utilização dos carros a bateria mais atraente.

Depois de anunciar o arranque da produção, no final de 2019, o fabricante alemão veio informar que as primeiras unidades só seriam entregues a clientes em Junho de 2020, quase oito meses depois do originalmente planeado. Um atraso enorme e inoportuno, tendo em conta as necessidades da marca em respeitar o limite de 95g de CO2/km imposto por Bruxelas para 2020.

Depois de revelar que estava a produzir veículos limitados pelo software e que mais tarde resolveria o problema, a Volkswagen surpreendeu agora ao anunciar que, afinal, os primeiros ID.3 vão chegar aos concessionários em Março e entre os dias 28 e 29. A notícia é boa para clientes e ainda melhor para o construtor, que assim pode a partir do 3º mês do ano a começar a reduzir as emissões médias de carbono. As tais que, em caso de incumprimento, podem obrigar a multas milionárias.

O Alan Day Group,  empresa britânica que controla três concessionários da Volkswagen no Reino Unido, avançou que irá receber no final de Março as primeiras 35 unidades do ID.3, das cerca de 20.000 encomendadas para Inglaterra. As versões que primeiro vão ser entregues aos clientes serão as First Edition, mais caras e com maior capacidade de bateria, mas de seguida começarão a ser entregues as versões mais baratas, cujo preço arranca nos 30.000€.

Segundo os especialistas, espera-se que cheguem ao Reino Unido cerca de 1500 unidades do ID.3 durante o primeiro mês completo. Não se sabe ainda quando as primeiras unidades do eléctrico alemão chegarão a Portugal, sabendo-se que a produção foi iniciada com as versões de volante à esquerda e não com volante à direita, como as que serão destinadas a Inglaterra.