A nova Comissão Executiva da CGTP reúne-se esta terça-feira pela primeira vez desde que foi eleita no congresso de 14 e 15 de fevereiro, tendo como principal objetivo a distribuição de pelouros pelos dirigentes.

Este órgão da Intersindical, composto por 29 elementos, coordenado pela secretária-geral, Isabel Camarinha, corresponde à direção da central sindical, e teve uma renovação de cerca de um terço no último congresso, com a saída dos dirigentes mais antigos devido à idade.

Entre os dirigentes que saíram por motivo de idade estão o ex-secretário-geral Arménio Carlos, Deolinda Machado, Ana Avoila, Carlos Trindade, Augusto Praça, João Torres, Graciete Cruz e Fernando Jorge Fernandes.

As substituições não alteraram o peso das diversas linhas políticas, porque a lista apresentada no congresso foi feita para manter a atual estrutura.

Arménio Carlos foi substituído pela presidente do Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, Isabel Camarinha, também militante comunista.

João Torres, Graciete Cruz, Augusto Praça e Ana Avoila foram substituídos pelos também comunistas Andrea Araújo, Filipe Marques, João Barreiros e Sebastião Santana.

A dirigente católica Deolinda Machado foi substituída por outro ativista católico, o professor universitário Sérgio Dias Branco, embora este não vá ficar a tempo inteiro na central, porque não pretende deixar a sua atividade profissional.

Os três socialistas que saíram do executivo (Carlos Trindade, Carlos Tomás e Fernando Jorge Fernandes) foram substituídos pelos sindicalistas socialistas Luis Dupont, Fernanda Moreira e Juan Ascensão.

Nesta primeira reunião será feita a analise da situação político sindical, o balanço do XIV congresso da Inter e serão distribuídas as várias áreas de responsabilidade da central sindical, sobretudo as que eram tuteladas pelos dirigentes que saíram.

Segundo fonte sindical, Ana Pires vai deixar se ser responsável pelo ’emprego’ para ficar com a ‘ação reivindicativa’.

O emprego passará para Andrea Araújo, que entrou agora para a Comissão Executiva, e ficará também responsável pela propaganda sindical.

João Barreiros deverá assumir a responsabilidade pelas relações ‘internacionais’ e Filipe Marques pela ‘organização’.

O católico Joaquim Mesquita, que até agora não tinha qualquer área e não estava a tempo inteiro na CGTP, vai ficar responsável pelas relações com os media e as relações públicas.

A Comissão Executiva do Conselho Nacional é constituída por um mínimo de 20 e um máximo de 30 membros eleitos pelo Conselho Nacional entre si, integrando, por inerência de funções, os coordenadores das principais federações e uniões da CGTP-IN e o secretário-geral.

Da CGTP fazem parte nove federações e 22 uniões distritais e regionais, que estão, pelo menos, representadas no Conselho Nacional.