A Nova School of Business and Economics (Nova SBE) da Universidade Nova de Lisboa decidiu encerrar, ainda durante a noite, as instalações de todo o campus de Carcavelos após o teste a um aluno ter dado positivo para infeção pelo novo coronavírus. Em comunicado, o diretor da universidade informou esta sexta-feira que a instituição está a aguardar “a aplicação das medidas de contingência subsequentes que venham a ser determinadas pelas autoridades competentes”.

“Soubemos durante a noite que um membro da nossa comunidade de estudantes testou positivo para COVID-19. O aluno é de nacionalidade portuguesa. O estudante passou férias no exterior no início deste mês num país que não era considerado uma área de transmissão ativa do vírus na época. O aluno é, até o momento, assintomático”, pode ler-se na nota partilhada no site da instituição.

Segundo o comunicado, estão a ser identificadas e contactadas as pessoas que tiveram contacto próximo e que conviveram no ambiente escolar com o aluno. “Todos os membros da comunidade foram já devidamente informados via email desta situação e do encerramento do Campus. Foi-lhes pedido que não se desloquem ao Campus e que aguardem novas informações, que serão prestadas durante o dia de hoje [sexta-feira]”, explica a nota assinada pelo reitor, Daniel Traça.

Uma das professoras da universidade utilizou a rede social Twitter para alertar os alunos e lamentar a situação: “Juntamo-nos assim tardiamente às faculdades que fecharam preventivamente”.

A faculdade, que estava a funcionar sob a forma de ensino à distância, tal como as outras instituições da Universidade Nova, desde dia 11 de março, localiza-se perto da praia de Carcavelos, onde na quarta-feira muitas pessoas que deviam estar em quarentena passaram o dia.

Praias cheias de gente em tempo de quarentena. “Assim não vamos a lado nenhum”, dizem especialistas

A situação gerou revolta nas redes sociais e não só: a ministra da Saúde e o primeiro-ministro frisaram, em tom de reprimenda, que quarentena não é sinónimo de férias e que estas pessoas não estão a levar a sério “a gravidade da situação em que estamos”.

“Temos de ser especialmente responsáveis. É evidente que aquilo que é recomendado é que as pessoas fiquem em isolamento. O facto de haver estabelecimentos de ensino encerrados não significa férias escolares. Em férias escolares, podemos ir para a praia, podemos conviver com os amigos. Há recomendações, há regras claras. Temos que ter essa capacidade de resistir como sociedade”, avisou Marta Temido.

Mais infetados (não se sabe quantos), escolas abertas e as praias cheias. O que fica da conferência de imprensa da DGS