O Conselho de Escolas Médicas Portuguesas recomenda o uso generalizado de máscaras pela comunidade para reduzir o risco de contaminação. O CEMP defende ainda a realização “maciça” de testes à população e a quarentena obrigatória de 15 dias para todas as pessoas que entram no país, num comunicado em que este órgão enumera várias recomendações para fazer face à pandemia do novo coronavírus.

Para o CEMP, a criação de postos de colheita é essencial, bem como a simplificação do processo de requisição dos testes e a realização de testes de rotina em algumas profissões de risco, em particular os profissionais de saúde. No comunicado, este órgão afirma que os portugueses têm tido “um grande sentido cívico, que é de enaltecer”, mas “é necessário tornar esta quarentena mais eficaz” com a obrigatoriedade de quarentena para os “emigrantes que pretendem passar a Páscoa em Portugal, ou mesmo voltar”.

No comunicado, este órgão defende que o orçamento do Ministério da Saúde deve ser reforçado com vista a reequipar as estruturas de saúde do país e a criar espaços e edifícios separados para doentes infetados com a Covid-19, principalmente para doentes de maior risco, e alerta para a necessidade de “haver material suficiente de proteção para os profissionais de saúde”, uma vez que “têm chegado relatos (…) de situações em que este equipamento não está disponível em quantidade adequada”.

As recomendações apontam ainda para a criação de uma base de dados nacional à qual cientistas possam ter acesso, “contribuindo para uma melhor caracterização da situação em Portugal e, consequentemente, a procura de soluções melhor adaptadas à nossa realidade”. O CEMP oferece-se para ser o “garante da independência” desta base de dados, que servirá para projetos de investigação que possam contribuir para o combate ao novo coronavírus.

Este órgão recomenda o uso generalizado de máscaras pela comunidade para reduzir o risco de contaminação. “(…) tal implica a existência duma reserva de máscaras para a população, o que se recomenda fortemente, bem como de uma atitude pedagógica de explicação do uso das mesmas, à semelhança do que foi feito noutros Países com grande sucesso”, avança o comunicado.

“O CEMP entende que não se deve alhear da grave situação que vivemos e considera ter um dever cívico de intervenção, tanto mais que é um órgão constituído por todos os Diretores de Escolas Médicas Portuguesas, eleitos pelas suas comunidades académicas, gozando duma independência total do poder político, e tendo como único propósito o Bem Público”, pode ler-se no comunicado.