O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decidiu cancelar as comemorações do 10 de Junho, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas. A notícia foi avançada na quarta-feira pelo DN Madeira, e já foi confirmada pelo Observador junto de fonte da Presidência.

Este ano, as comemorações iam decorrer na Madeira e junto da comunidade portuguesa na África do Sul, e seriam presididas pelo cardeal madeirense Tolentino Mendonça.  Segundo a Agência Lusa, Marcelo comunicou a decisão por carta ao presidente da Assembleia da República, ao primeiro-ministro e às autoridades da Madeira.

“Considerando as circunstâncias atuais de pandemia Covid-19, cujos efeitos se vão ainda estender por largas semanas, vejo-me constrangido a decidir a anulação das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas que estavam previstas no mês de junho para o Funchal e junto das comunidades portuguesas na África do Sul”, refere a carta, a que a Lusa teve acesso. “Lamento naturalmente tal decisão, mas a situação atual a isso exige.”

“Haverá 10 de Junho, celebrado com o bom- enso que pede o fim de uma crise”

Numa conferência de imprensa ao início da tarde, o Presidente explicou que o cancelamento das comemorações não implica o cancelamento da celebração. O Dia de Portugal será celebrado, garantiu Marcelo, explicando que esta era uma decisão que tinha de ser tomada agora, “porque a organização tinha de avançar”. A realização do evento na ilha da Madeira “implicava a deslocação de centenas de militares”, exemplificou.

Marcelo disse ter-lhe parecido “prudente” optar pelo cancelamento, numa altura em que ainda não se sabe como será a evolução da situação. O Presidente concluiu a conferência garantindo que “haverá 10 de Junho, celebrado com o bom senso que pede o fim de uma crise” e frisando que não fazia sentido pôr “em marcha” a organização de um evento com esta envergadura.

Artigo atualizado com as declarações públicas de Marcelo