A Associação GPL – Empresa de Trabalho Portuário do Douro e Leixões (A-GPL) confirmou na terça-feira um caso positivo de Covid-19 num colaborador, no porto de Leixões, e assegurou que foram implementados todos os procedimentos recomendados pelas autoridades.

“Apesar de não ter sido identificado mais nenhum caso, foram implementados todos os procedimentos de comunicação, limpeza e desinfeção recomendados pela Direção-Geral da Saúde (DGS)”, refere a empresa, assinalando que o colaborador infetado é um manobrador de pórtico.

Na terça-feira, o Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística (SEAL) revelou a existência de “um caso confirmado de contágio de um estivador do porto de Leixões” pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) e apelou para um “rastreio generalizado” nos portos nacionais.

O teste realizado a um estivador, de um grupo de cinco estivadores do porto de Leixões que apresentavam sintomas compatíveis com a Covid-19, deu positivo”, disse fonte do SEAL à agência Lusa.

“O sindicato já tinha alertado para a possibilidade de contágio dos estivadores, porque, em alguns portos nacionais, não estão a ser cumpridas as recomendações da Organização Mundial de Saúde no que respeita à utilização de máscaras e luvas. E não há nenhum porto do continente em que, como se recomenda, tenham sido constituídas equipas rotativas”, acrescentou a mesma fonte sindical.

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Em comunicado, a A-GPL garante que está “implementado um plano de contingência que prevê as condições tecnológicas necessárias para que os colaboradores de áreas não operacionais possam trabalhar a partir da sua residência”, enquanto que “para os trabalhadores operacionais estão a ser seguidos todos os procedimentos adequados e identificados neste plano”.

“Assim, para além da distribuição normal de equipamento de proteção individual normalmente exigível, especialmente fatos, máscaras, botas, sapatos, luvas”, entre outros, a A-GPL, “em conjunto com as empresas concessionárias TCL e TCGL concertadas com o Sindicato de Estivadores de Leixões, implementou medidas de proteção para os estivadores únicas no país”.

Entre as medidas elencadas pela A-GPL destaca-se a promoção de um protocolo para a realização de testes de despiste de infeção por Covid-19, ainda durante este mês, ou a desinfeção mensal de todas as máquinas e instalações da associação e empresas concessionárias do porto de Leixões.

Os trabalhadores também receberam, de acordo com o comunicado, um frasco de desinfetante de 500 mililitros e foi-lhes assegurada a disponibilidade permanente de desinfetante para reenchimento dos frascos de uso individual.

O reforço da distribuição de luvas e de máscaras de proteção individual, a entrega a cada um dos trabalhadores de uma máscara-viseira, em plástico, a acrescer à máscara já distribuída, e a implementação de 10 pórticos de desinfeção para colocar à entrada de cada navio são outras das medidas.

“A A-GPL está a seguir todas as recomendações da Direção-Geral da Saúde e da Organização Mundial da Saúde e a acompanhar, juntamente com o Sindicato de Estivadores de Leixões, todos os desenvolvimento da situação relacionada com o surto de Covid-19, implementando um plano de contingência que visa, acima de tudo, proteger e zelar pela saúde dos estivadores de Leixões”, conclui o comunicado da A-GPL.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já provocou mais de 124 mil mortos e infetou quase dois milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Em Portugal, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, registam-se 567 mortos, mais 32 do que na segunda-feira (+6,%), e 17.448 casos de infeção confirmados, o que representa um aumento de 514 (+3%).