A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) pediu esta terça-feira ao Governo que apresente, com regularidade semanal, aos parceiros sociais, dados sobre o dinheiro que está a chegar às empresas das linhas de financiamento relacionadas com a Covid-19.

A proposta foi apresentada pela CCP durante a reunião da Concertação Social que se realizou esta manhã por videoconferência cuja ordem de trabalhos foi a preparação do Conselho Europeu e o ponto de situação da crise relacionada com a pandemia Covid-19.

“Na reunião, uma das questões colocadas pela CCP foi que o Governo fornecesse, semanalmente, quanto dinheiro é que entrou nas empresas pelas linhas de crédito”, disse à Lusa o presidente da confederação, João Vieira Lopes.

Segundo acrescentou Vieira Lopes, o primeiro-ministro, António Costa, que esteve presente na reunião da Concertação Social, manifestou-se “aberto” a acolher a proposta da CCP.

A confederação, disse, voltou a manifestar preocupação pelos atrasos nas linhas de crédito, sobretudo “por não haver liquidez suficiente até ao fim de abril para pagar salários”.

O dinheiro das linhas de crédito para o setor do turismo e para a indústria “já começou a chegar às empresas”, mas a verba relativa às linhas aprovadas na semana passada, onde se inclui o comércio, “ainda não chegou nada”, afirmou Vieira Lopes.

A CCP disse estar também preocupada pelo facto de não haver garantia de que os pedidos das empresas para aderirem ao lay-off simplificado estejam aprovados e em pagamento até ao final do mês.

“A ministra do Trabalho [Ana Mendes Godinho] disse que o ministério está a fazer um esforço para que isso aconteça, mas não deu garantias”, afirmou o presidente da CCP.