Madonna foi um dos nomes que não esteve presente no concerto One World: Together at Home, que no fim de semana reuniu músicos como Lady Gaga, Elton John, Rolling Stones, Céline Dion, Taylor Swift, John Legend, Jennifer Lopez ou Billie Eilish e que foi transmitido online. Apesar de ausente daquele evento do mundo da música, a cantora norte-americana tem estado bem presente nas redes sociais. Tão presente que um dos vídeos que publicou, nua numa banheira com leite e pétalas de rosa, numa espécie de rubrica a que chamou “Diário de uma Quarentena”, acabou por ser apagado do seu Instagram depois de uma chuva de críticas.

A eterna Rainha Pop, que tem agora 61 anos e cujo último álbum se intitula “Madame X”, tem estado confinada em casa com os filhos, David Banda, Mercy James e as gémeas Estere e Stella. E tem mostrado vídeos das habilidades dos filhos. Uma das suas filhas gosta muito de cozinhar mas também é frequente ver as gémeas a fazerem coordenadas coreografias. Um dos últimos vídeos mostra mesmo a família à procura de ovos da Páscoa no jardim da sua casa. Noutros é possível ver que além da família, também estão em casa alguns elementos do staff de Madonna.

As redes sociais têm sido uma verdadeira montra para Madonna, que não conseguiu o sucesso almejado no seu último álbum. Mas uma das suas publicações acabou por ser retirada depois de muitas críticas. Tratava-se de um vídeo em que aparecia aparentemente nua numa banheira rodeada de velas, com leite e pétalas de rosa e uma música de fundo E em que a cantora dizia que o novo coronavírus tinha sido “o grande equalizador” da sociedade, que não se importava com o dinheiro, com a idade ou com a fama. O vídeo provocou a revolta em muitos visitantes e acabou por ser retirado.

Em confinamento com Madonna está também o seu companheiro, Ahlamalik Williams. E também ele tem aparecido em performances. Numa delas, Williams e o filho de Madonna protagonizaram um pequeno vídeo, quase como um policial, na cave da casa.

Madonna tem partilhado também algumas memórias, como imagens de quando era mais jovem ou mesmo capas de álbuns. Uma das publicações mostra a capa de um dos seus discos, lançados em 1985 (“Madonna. The First Album”) e em que aparece a sua imagem à data, mas com uma máscara na cara.

Ao El Pais, no entanto, há quem critique esta sua postura como uma necessidade excessiva de a cantora aparecer e continuar viva entre os seus fãs. “Ninguém à sua volta lhe pode dizer nada”, afirma o seu coreógrafo de longa data Brad Jeffries, numa declaração ao Page Six, citado pelo El Pais. “É por isso que a Madonna parece tão louca agora. Eu defendo o seu direito de namorar com rapazes de 25 anos, porque se ele fosse um homem de 61 anos e uma rapariga de 25 anos, ninguém comentava. Mas a forma como o faz … parece-me despesperada”, diz Jeffries, que diz que há um problema subjacente com esse comportamento. “Sentir-se irrelevante deve matá-la”, explica o coreógrafo, que pode dar a cara e a voz ao que diz por ter sido um dos últimos trabalhadores da diva a não ter que assinar um acordo de confidencialidade.