O Metro do Porto teve na terça-feira quase 64.500 validações, “mais 45%” do que no início de maio e o equivalente a “cerca de 20%” da procura pré-pandemia de covid-19, foi esta quarta-feira divulgado.

O balanço feito pela empresa a pedido da Lusa diz respeito ao segundo dia da segunda fase de desconfinamento decretado pelo Governo e iniciada na segunda-feira, que levou à reabertura de cafés, restaurantes e lojas de grande dimensão, apontando para uma “procura total de 64.497 validações”.

Tal representa “mais 45% do que a 4 de maio”, primeiro dia da primeira fase de levantamento das restrições à circulação, e “cerca de 20% de um dia útil normal”, ou seja, anterior a março de 2020, explicou fonte da Metro do Porto, que em 2019 ultrapassou os 71 milhões de clientes.

O comportamento da procura ao longo dos vários horários do dia segue uma distribuição muito semelhante à do período pré-pandemia”, acrescenta.

Relativamente à primeira quinzena de maio, a Metro do Porto destaca a inexistência de “qualquer registo de problemas de sobrelotação de veículos”. A empresa aponta uma “ocupação máxima inferior a 75 passageiros/veículo, bem abaixo do limite de dois terços da capacidade (150 passageiros)”. “A oferta atual é mais do que suficiente face à procura”, assegura.

A partir de 13 de março, último dia de aulas presenciais nas escolas devido à Covid-19, o número de passageiros no Metro do Porto desceu cerca de 80%, de acordo com dados da empresa.

De uma média de 270 mil clientes diários em janeiro e fevereiro, a Metro do Porto passou para pouco mais de 50 mil, revelou fonte da empresa à Lusa a 18 de março, quando todas as máquinas de venda e validadores da rede foram desligados.

Agora, na primeira quinzena de maio, “com o início da reabertura de algumas atividades económicas”, o desempenho da Metro “revela-se francamente positivo e evidencia a gradual e progressiva retoma da confiança”, diz a empresa, destacando que “a procura supera já o patamar das 60 mil validações diárias”.

O conjunto de decisões tomadas em matéria de higiene e segurança tem contribuído para que todas as regras emanadas das autoridades sanitárias venham sendo integralmente cumpridas. Por outro lado, destaca-se o civismo e o sentido de responsabilidade exemplares que os clientes do sistema demonstram”, descreve. “A generalidade dos clientes cumpre com as normas de segurança em vigor”, acrescenta.

A 4 de maio, o Metro do Porto teve até às 11h um total de 17 mil validações, 78% das registadas a 13 de março, último dia de aulas presenciais devido à Covid-19, equivalentes a 18% de um “dia útil médio” antes da pandemia, revelou à Lusa fonte da empresa. Naquela data, “a ocupação máxima” foi de 82 clientes, “correspondendo a 41 clientes por veículo, bem abaixo do limite de 150 passageiros” por viatura.

Para o início do maio e o levantamento das restrições ao confinamento, a Metro do Porto disponibilizou 81 veículos e 250 condutores/maquinistas, reguladores e técnicos de manutenção para acompanhar o previsível aumento de passageiros.

Portugal entrou no dia 3 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Na segunda-feira começou uma segunda fase de levantamento de restrições com a retoma das visitas em lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

Continua o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa e o dever geral de recolhimento domiciliário.

Portugal contabiliza 1.247 mortos associados à Covid-19 em 29.432 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.