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“Em 2005, esperei à porta de casa durante aquilo que pareceu uma eternidade até o autocarro chegar, até ficar arrepiado quando ouvi alguém gritar: ‘Vem aí!’. Foi um momento inacreditável quando o Steven Gerrard e o resto dos jogadores passaram com aquele troféu — o troféu que define o nosso clube. Eu só tinha seis anos mas já tinha idade suficiente para saber o que queria ser quando crescesse. Queria ser jogador do Liverpool e queria estar num daqueles autocarros”.

Em agosto do ano passado, foi assim que Trent Alexander-Arnold descreveu ao The Players’ Tribune os festejos da conquista da Liga dos Campeões por parte do Liverpool em 2005. O jovem lateral, que viveu a vida toda a escassos passos de Melwood, o centro de treinos dos reds, soube naquele momento que quando crescesse queria estar num daqueles autocarros. Em 2019, Alexander-Arnold foi parte fulcral da equipa de Jürgen Klopp que derrotou o Tottenham na final do Wanda Metropolitano e deu ao Liverpool o troféu que escapava desde que viu Gerrard a celebrar pelas ruas da cidade inglesa — e foi ele próprio que passou, no topo do autocarro, pela mesma porta de casa onde há 15 anos se arrepiou quando viu pela primeira vez o título mais pretendido do futebol europeu.

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