Primeiro as boas notícias: desde o passado dia 25 de maio, há já 14 dias, portanto, que o número de novas infeções registado pela Direção-Geral de Saúde não era tão baixo — 192 novos casos esta segunda-feira, o que estaciona o total nacional nos 34.885.

E o número de internamentos também é animador: há 366 pessoas a receber tratamento hospitalar (menos 32 do que este domingo), sendo que, de entre elas, são 55 as internadas em unidades de cuidados intensivos (menos três num só dia). Desde o passado dia 27 de março que o número de doentes internados com Covid-19 em Portugal não era tão baixo.

Problema: como aconteceu ao longo de toda a passada semana, a grande maioria das novas infeções continua a ser registada na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT). Se na passada quinta-feira 93,3% dos testes positivos se concentraram nessa região, esta segunda-feira essa percentagem caiu para os 77,6% — a zona Norte do País, que começou por ser a mais assolada pela pandemia e que mantém ainda recordes, tanto no que toca ao número de infetados (16.948 face aos 13.222 apurados em LVT), como ao de mortos (807 para 403), registou a segunda maior subida bruta de casos desde 23 de maio. A maior? Registou-se este domingo, com 54 novos casos confirmados.

Ao todo, a região de LVT contabilizou esta segunda-feira 149 novos casos de infeção pelo novo coronavírus — e nenhum concelho somou tantos novos pacientes como o de Sintra, o segundo mais populoso do País, logo a seguir à capital. Com os 57 casos agora confirmados, são já 1.615 os infetados no concelho.

Loures (com 27), Lisboa (com 26), Amadora (com 21) e Odivelas (com 11) foram os municípios, todos da região de Lisboa e Vale do Tejo, que se lhe seguiram na contagem das últimas 24 horas. No total, Odivelas é o que menos casos confirmados tem de entre os quatro (689). Lisboa contabiliza 2.640, Loures 1.236, e Amadora 1.052.

Aumentam infeções entre os 20 e os 30 anos

Se 11% dos novos casos foram registados em homens e mulheres acima dos 70 anos, essa percentagem quase duplica na faixa etária entre os 20 e os 30: 21,3% dos infetados nas últimas 24 horas têm idades compreendidas entre esse intervalo.

Apesar de ainda estarem longe dos totais de infeção registados noutras faixas etárias — entre os 30 e os 39 anos há 5.361; dos 40 aos 49 há 5.837; e dos 50 aos 59 são 5.656 —, já são 4.749 os jovens entre os 20 e os 30 infetados com o novo coronavírus no País, mais 98 do que os idosos acima dos 80 anos.

Que, por seu turno, continuam a ser os mais afetados de forma fatal pela pandemia. Nas últimas 24 horas, foram seis as vítimas mortais — cinco na região de Lisboa e Vale do Tejo, uma no Norte, que continua a ser a região portuguesa onde a Covid-19 fez mais vítimas fatais, 807 no total — o que faz ascender aos 1.585 os óbitos provocados pela pandemia. Quatro dos mortos tinham mais de 80 anos, um tinha entre 70 e 79 e o outro entre 60 e 69.

É a primeira vez desde que a DGS apresenta os óbitos por faixa etária e género que não há qualquer mulher entre as vítimas. A taxa de letalidade associada à doença em Portugal é agora de 4,54%. 21.156 pessoas estão já recuperadas.