O Infarmed mostra-se preocupado com a “disseminação na comercialização” dos testes serológicos rápidos e alerta para a “falsa sensação de segurança” que um resultado de presença de anticorpos pode dar às pessoas.

De acordo com o Público, a autoridade nacional do medicamento e produtos de saúde tem registo de mais de 50 marcas de testes serológicos rápidos — que permitem detetar a presença de anticorpos contra o novo coronavírus, através da recolha de uma amostra de sangue — e de uma dezena destes testes automatizados, que só podem ser feitos em laboratórios de análises clínicas. Se os preços dos primeiros variam entre os 25 e os 50 euros, os que apenas se realizam em laboratório custam entre 78 e 86 euros.

Mas facto de existir este registo não significa que haja uma “autorização ou validação por parte do Infarmed”, explica ainda o regulador ao Público.

O que são e para que servem os testes serológicos?

E são precisamente os testes rápidos que mais preocupam o regulador, não só “dada a disseminação na sua comercialização”, mas porque são “muitas vezes” disponibilizados de forma incorreta “a leigos”, tendo em conta a sua fácil utilização.

Mais: “Existe ainda o risco de as pessoas, face a um resultado de anticorpos positivos, ficarem com uma falsa sensação de segurança e adotarem comportamentos de risco“, alerta o Infarmed. Além de que o uso generalizado destes testes numa população como a de Portugal, cuja “taxa de infeção esperada” é baixa, é “indesejável porque irá aumentar o número de casos falsos positivos [em que houve contacto com o novo coronavírus]”.

Testes serológicos. Imunologista considera que tirar conclusões individuais de resultados “pode ser perigoso”