Já estão marcadas as audições do presidente executivo da TAP e do presidente do conselho de administração da transportadora, pedidas pelos deputados da comissão de economia e obras públicas do Parlamento.

Antonoaldo Neves, presidente da comissão executiva da transportadora indicado pelos acionistas privados (David Neeleman e Humberto Pedrosa), será ouvido no dia 23 de junho, na sequência de requerimentos apresentados pelo PS e pelo PSD. Miguel Frasquilho, presidente do conselho de administração nomeado pelo Estado, é ouvido no dia seguinte a 24 de junho a pedido apenas dos socialistas.

Estas audições têm como plano de fundo o plano de resgate à transportadora aérea portuguesa, em relação ao qual Portugal já chegou a um acordo com a Comissão Europeia sobre o valor e condições desta ajuda. O apoio público terá um valor máximo de 1.200 milhões de euros, a concretizar numa primeira fase através de empréstimo do Estado. Mas para esta ajuda à tesouraria avançar a gestão e os acionistas privados da TAP têm de aceitar as condições, o que ainda não tinha acontecido na quarta-feira quando o ministro Pedro Nuno Santos revelou alguns detalhes sobre o plano.

Injeção de mil milhões é só 1º passo que tem de ser aceite por privados. 3 certezas e 2 dúvidas no plano para salvar TAP

A TAP vai receber ajuda do Estado ao abrigo do quadro comunitário para empresas em dificuldades económicas e terá de apresentar um plano de reestruturação dentro de seis meses que assegure a sua viabilidade no horizonte até 10 anos.  Esse plano irá implicar um redimensionamento da frota, rotas e trabalhadores da empresa, numa extensão que ainda não é conhecida.