O Governo português condenou esta segunda-feira “veementemente” os ataques terroristas que ocorreram este fim de semana no Mali e vitimaram dois soldados egípcios da Missão das Nações Unidas naquele país (Minusma) e atingiram uma coluna das Forças Armadas malianas.

“O Governo português manifesta também a sua solidariedade para com as Nações Unidas e os governos do Mali e do Egito, este último um dos principais contribuintes da Minusma”, refere o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), expressando “profundas condolências” às famílias.

Em comunicado, o MNE salienta também que o Governo português reitera o seu apoio “aos esforços internacionais de combate ao terrorismo no Mali e em toda a região do Sahel”.

No sábado, dois soldados da Missão das Nações Unidas no Mali foram mortos por homens armados no norte deste país da África Ocidental, em mais um ataque de grupos jihadistas.

Segundo a ONU, um comboio com equipamento logístico da Minusma, que fazia a ligação entre Tessalit e Gao, no norte do Mail, foi atacado no sábado por “homens armados” que “mataram dois soldados da paz”.

No domingo, pelo menos 20 soldados das Forças Armadas do Mali (Fama) morreram numa emboscada alegadamente montada por um grupo terrorista em Diabaly, no centro do país, e perto da fronteira com a Mauritânia.

Portugal vai enviar uma missão, que inclui 63 militares da Força Aérea Portuguesa e um avião de transporte C-295, no próximo dia 1 de julho, para assegurar o transporte de passageiros e carga, transporte tático, evacuações médicas e vigilância aérea, no âmbito da Minusma.