O presidente do CDS-PP defendeu esta sexta-feira em Mafra que os apoios aos agricultores afetados pelas intempéries e pela pandemia não devem passar pelo adiamento dos pagamentos ao Estado, mas por medidas para melhorar de imediato a sua tesouraria.

“Anunciam-se linhas de crédito, mas queremos saber se vão ao encontro da proposta do CDS e queremos que uma percentagem seja assegurada a fundo perdido, para não resultar em mais endividamento, se existem juros bonificados e períodos de carência”, afirmou Francisco Rodrigues dos Santos. O presidente do CDS-PP falava aos jornalistas durante uma visita a uma exploração agrícola na Azueira, no concelho de Mafra e distrito de Lisboa.

As linhas de crédito anunciadas, considerou, são “apenas um alívio temporário”, sublinhando que a proposta do CDS-PP é no sentido de “aliviar o choque de tesouraria das empresas e a sua liquidez”.

Francisco Rodrigues dos Santos defendeu também o adiamento dos pagamentos por conta, cujos cálculos são baseados no ano anterior, notando que em 2020 “a produtividade e a faturação destes agentes económicos não tem qualquer tipo de paralelo face à crise pandémica que se abateu e que obrigou a perdas e quebras muito acentuadas”.

O CDS-PP propõe também um mecanismo de “acerto de contas” de modo a que os agricultores a quem o Estado deve dinheiro “poderiam descontar as dívidas do Estado no pagamento dos seus próprios impostos e contribuições”, em vez de haver o adiamento do pagamento de impostos ou de prestações à Segurança Social.

Outra das propostas é o ajustamento das tabelas de retenção na fonte, “aproximando o imposto retido do imposto devido”.