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Pepa voltou em cima do Tanque para fazer a revolução (a crónica do Tondela-P. Ferreira) /premium

Pepa voltou ao estádio do clube que orientou por 3 anos e ganhou sem reservas, assente em dois golos de Douglas Tanque (1-3). P. Ferreira praticamente assegurou manutenção, Tondela voltou a perder.

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O avançado marcou duas vezes ainda na primeira parte e deixou o P. Ferreira em boa posição para garantir a vitória

LUSA

O avançado marcou duas vezes ainda na primeira parte e deixou o P. Ferreira em boa posição para garantir a vitória

LUSA

Um empate, uma vitória e uma derrota. À entrada para a receção desta quarta-feira ao P. Ferreira, o Tondela já tinha passado por todos os resultados possíveis nesta retoma mas só procurava repetir um, o do meio e aquele que conquistou frente ao Desp. Aves há duas semanas. Além disso, a equipa de Natxo González tinha como ambição registar um dado ainda inédito esta temporada: somar duas vitórias seguidas em casa.

Mas tudo isto são apenas diagonais que vão dar à avenida principal. Na verdade, o Tondela precisava de ganhar para aproveitar a derrota do V. Setúbal com o Rio Ave, para ultrapassar, ainda que à condição, o Gil Vicente, e para se afastar do Marítimo e precisamente do P. Ferreira, depois dos estragos deixados pela derrota em Alvalade. Com 29 pontos, a equipa tinha ainda noção de que três pontos significavam alcançar e superar a importante barreira psicológica dos 30 pontos — algo que, à partida, não dá como garantido mas costuma ser a fasquia necessária para garantir matematicamente a manutenção na Primeira Liga.

Treinador do Tondela quer “foco total” na receção ao Paços de Ferreira

Talvez por isso, na antevisão, Natxo González tenha realçado a importância do foco e da concentração da equipa contra o P. Ferreira. “O único pedido que faço aos jogadores para amanhã [quarta-feira] é para fazerem o que estamos a fazer muito bem e que se esqueçam do mundo e do exterior, que foquemos toda a atenção no jogo com máxima confiança e segurança, que é o mais importante nestes momentos e nos últimos jogos. Foquem toda a atenção no que podemos controlar”, disse o treinador espanhol, que comentou ainda o facto de Pepa, atual técnico do P. Ferreira, ter saído do Tondela apenas no final da época passada depois de ter orientado a equipa durante dois anos e meio.

“O Pepa conhece esta casa, este estádio, conhece vários jogadores e, logicamente, é um ponto a favor, mas não é decisivo. Nós também conhecemos a forma de trabalhar de Pepa e o que pode acontecer no jogo. Apesar de haver um maior conhecimento, em nenhum caso isso é decisivo, há outras situações mais decisivas para uma ou outra equipa ganhar”, considerou González. Pepa, por outro lado, não escondeu o “sentimento um pouco nostálgico” no regresso ao Estádio João Cardoso. “Neste momento, o Tondela é adversário, mas é sempre um sentimento esquisito, um misto de sensações e de emoções, mas não escondo que é uma sensação muito especial, dois anos e meio, três anos quase, não são três dias”, disse o treinador, garantindo que vai aproveitar para “matar saudades” das pessoas com quem trabalhou no clube beirão.

O jogo começou muito disputado, sem nenhuma das equipas a conseguir manter a posse de bola durante longos minutos e o setor intermédio do relvado a ser o mais ocupado. O P. Ferreira, porém, mostrou uma eficácia acima da média e abriu o marcador no primeiro lance de perigo da partida: numa transição rápida praticamente perfeita, Hélder Ferreira fez um grande passe para isolar Douglas Tanque, que à saída de Cláudio Ramos rematou para colocar a equipa de Pepa em vantagem (10′). Depois do golo, os pacenses recuaram e procuraram não cair em erros desnecessários, mantendo os setores muito próximos tanto na defesa como no ataque, de forma a diminuir as chances de o Tondela descobrir espaço entre as linhas adversárias.

Mesmo na reta final do primeiro tempo, instantes antes do intervalo, o P. Ferreira voltou a assentar num contra-ataque veloz orquestrado por Hélder Ferreira e finalizado por Douglas Tanque para aumentar a vantagem. O médio português, com mais um grande passe, voltou a abrir na esquerda para o avançado, que com um grande remate de pé esquerdo não deu qualquer hipótese a Cláudio Ramos (45+2′).

Logo no início da segunda parte, ambos os treinadores mexeram — Natxo lançou Ricardo Valente, Pepa colocou Uilton — e o Tondela assumiu a vontade de tomar o controlo da partida, enraizando a primeira fase de construção na zona do meio-campo e aproveitando a pressão mais leve do P. Ferreira. Pepelu ficou perto de reduzir a desvantagem, através de um livre direto que passou por cima (61′), mas a verdade é que mesmo com os beirões por cima e com as linhas bem mais recuadas o P. Ferreira conseguia segurar todas as ocorrências e nunca ficava descompensado. Já depois da hora de jogo, Douglas Tanque acabou por sair, incomodado com uma lesão e substituído por Denilson Pereira.

Até ao fim, e assente principalmente na certeza de que com um lance de velocidade causava mais perigo do que o adversário com uma jogada rendilhada, o P. Ferreira ainda conseguiu chegar ao terceiro golo. Na sequência de um pontapé de canto ensaiado, Pedrinho rematou forte à entrada da grande área e foi bafejado pela sorte, com a bola a desviar em dois jogadores do Tondela para enganar Cláudio Ramos e entrar na baliza (68′), sendo o autogolo atribuído a Yohan Tavares. Já nos últimos instantes, João Pedro reduziu a desvantagem (88′), na conversão de uma grande penalidade cometida por Jorge Silva.

O Pepa voltou a Tondela para ganhar de forma inequívoca, assente em dois golos de Douglas Tanque, e deixar os beirões com saudades da gestão do antigo treinador. Com esta vitória, o P. Ferreira ultrapassou o Marítimo, o próprio Tondela, o V. Setúbal e ainda o Belenenses SAD (este último à condição), saltando para o 12.º lugar e superando, tal como a equipa de Natxo González também queria, os psicológicos 30 pontos que podem significar a garantia da manutenção na Primeira Liga depois da promoção no final da temporada passada.

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