Já se deram os primeiros passos do tango parlamentar entre PS e PSD: os debates quinzenais têm os dias contados e podem acabar já em setembro. António Costa nunca foi fã desta modalidade, Rui Rio também não e alinham-se agora os astros para que o modelo criado em 2007 durante o governo de José Sócrates caia por terra. O chefe de governo quer mais tempo para governar e o líder da oposição quer evitar o desgaste dos temas de atualidade e de um modelo em que o primeiro-ministro tem sempre a réplica. O presidente do PSD deu ontem o mote para o fim dos debates quinzenais propondo que o primeiro-ministro só tenha de ir oito vezes por ano à Assembleia da República e quase ao mesmo tempo fez entrar diplomas que o defendiam no Parlamento. O PS veio dar força a esta mudança esta quarta-feira, sugerindo debates mensais com mais tempo e duas rondas. Para quando? Para entrar em vigor na próxima sessão legislativa, em setembro, antecipa o PS ao Observador.

Em sentido contrário e sem querer danças com o governo, o CDS sugere que o PSD está a querer fazer menos oposição e lembra que no Reino Unido os debates são semanais. O partido tem um carinho especial por estes debates: Paulo Portas foi o ‘pai’ deste modelo no parlamento, contando com o apoio e concordância do então primeiro-ministro José Sócrates.

Rui Rio propõe fim dos debates quinzenais com o primeiro-ministro e apenas dois plenários por semana

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