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Depois de 103 jogos seguidos, Cláudio Ramos não esteve na baliza. E Fábio Martins aproveitou (a crónica do Tondela-Famalicão)

Cláudio Ramos falhou a receção do Tondela ao Famalicão, depois de 103 jogos seguidos como titular, e Fábio Martins marcou o único golo do jogo (0-1). Equipa de João Pedro Sousa regressa ao 5.º lugar.

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O médio português marcou o único golo do jogo já na segunda parte

LUSA

O médio português marcou o único golo do jogo já na segunda parte

LUSA

103 jogos. Há 103 jogos consecutivos que Cláudio Ramos era o guarda-redes titular do Tondela. O jovem português, formado no V. Guimarães mas na equipa beirã desde 2011, leva 267 jogos pelo Tondela e detém ainda a marca de ser o jogador a realizar mais jogos de forma seguida na história da Primeira Liga. Este sábado, antes da receção ao Famalicão, Cláudio Ramos sentiu queixas físicas no treino. E este domingo, ao fim de 103 partidas, não era Cláudio Ramos quem estava na baliza do Tondela.

Com o guarda-redes Babacar, de forma natural, a estrear-se na Liga, o Tondela recebia o Famalicão com a necessidade absoluta de pontuar. A equipa de Natxo González é uma das que tem sido apanhada de surpresa pela boa retoma do Portimonense e já percebeu que a barreira psicológica dos 30 pontos, que normalmente garante a manutenção, não será este ano suficiente. Vindo de três jogos seguidos sem ganhar mas com a motivação das derrotas de Portimonense e V. Setúbal, o Tondela tinha a oportunidade de deslocar mais um pouco da zona de despromoção e dar mais um passo rumo à permanência.

Cláudio Ramos fez o que quase nunca faz e decidiu o jogo

Do outro lado, o objetivo era diferente. Depois da derrota sofrida na jornada passada frente ao Portimonense, que colocou fim a uma série de seis jogos seguidos sem perder, o Famalicão já entrava este domingo em campo a saber que o Rio Ave tinha perdido em Barcelos com o Gil Vicente: ou seja, que uma vitória frente ao Tondela significava o regresso ao quinto lugar que dá acesso às competições europeias. Com a novidade Gustavo Assunção no onze, a equipa de João Pedro Sousa procurou assumiu o controlo da partida desde o início mas quase foi surpreendida por um lance onde Ronan David só não marcou porque foi pouco egoísta.

Junto à baliza de Babacar, e ainda antes do intervalo, Artur Soares Dias considerou que João Pedro carregou Assunção em falta no interior da grande área e assinalou grande penalidade. Depois de ver as imagens do VAR, porém, o árbitro da partida reverteu a decisão e o marcador não chegou a alterar-se até ao fim da primeira parte. No segundo tempo, nenhum dos dois treinadores mexeu na equipa e só foi preciso esperar dez minutos até que Fábio Martins protagonizasse mais um momento delicioso. O médio português recebeu de Coly tombado na esquerda, deu dois passos para o corredor central e atirou um remate perfeito, sem balanço e em jeito, que só parou dentro da baliza do Tondela (55′).

Depois do golo, e face a alguma incapacidade do Tondela em reagir à desvantagem, o Famalicão procurou controlar o jogo com bola e com tranquilidade, assumindo as despesas da partida sem recuar muito o bloco. A estratégia, contudo, teve de ser alterada a cerca de 20 minutos do apito final: Toni Martínez viu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando a equipa reduzida a dez elementos. Em reação à inferioridade numérica, João Pedro Sousa tirou Uros Racic e Pedro Gonçalves para colocar Anderson e Gonçalo Rodrigues, sendo que seria o internacional Sub-19 português a ter a responsabilidade de ajudar a blindar o meio-campo do Famalicão.

Até ao fim, o jogo perdeu algumas características, sendo que nem o Tondela conseguiu propriamente aproveitar a superioridade numérica nem o Famalicão arriscou grandes aventuras, preferindo resguardar a valiosa vantagem. A equipa de João Pedro Sousa regressou às vitórias, depois de três jogos seguidos sem ganhar, e voltou ao decisivo quinto lugar, ultrapassando o V. Guimarães e o Rio Ave. Já o Tondela, que 103 jogos depois não pôde contar com Cláudio Ramos, continua em igualdade com o V. Setúbal e apenas três pontos acima da zona de despromoção.

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