A menos de um ano de sair do britânico Lloyds, Horta Osório diz ao Expresso: “O meu futuro profissional está totalmente em aberto e obviamente não excluo Portugal”. E acrescenta: “Não vejo, obrigatoriamente, o meu futuro ligado para sempre à banca”.

Em declarações ao semanário, publicadas este sábado, Horta Osório comentou que sempre manteve “uma relação muito estreita” com o país, “apesar de desempenhar funções executivas fora de Portugal há quase 15 anos”.

O que tenho como certo é que só abraço projetos em que acredito e com dimensão e desafios que me permitam continuar a ter enorme gosto no que faço e para os quais possa trazer vantagens comparativas”, comenta.

Mas seria redutor pensar que, a voltar, Horta Osório voltaria para um banco ou para alguma instituição ligada à finança. “Sempre disse que não sou banqueiro de formação, sou um gestor de empresas, especializado em gerir bancos, especialmente em dificuldades, fruto da experiência adquirida ao longo da minha já longa carreira em múltiplos países e ambientes económicos”, diz, ao Expresso.

O banqueiro português António Horta Osório anunciou na segunda-feira a saída do britânico Lloyds Bank, com efeitos a partir de junho do próximo ano, concluindo um ciclo de 10 anos à frente da instituição. “Considerei que estava na altura de passar o leme e abraçar novos desafios”, diz Horta Osório ao Expresso.

Horta Osório sairá, assim, em junho de 2021 após uma década ao serviço do banco britânico e depois de concluir o terceiro plano estratégico desenhado para o Lloyds para o período 2018- 2020.

António Horta Osório anuncia saída da presidência do Lloyds Bank