Os líderes da manifestação que exigiu uma mudança política no Mali, detidos durante o fim de semana, já foram libertados, confirmaram esta segunda-feira os advogados destes cidadãos malianos.

Os meus três clientes Choguel Maïga, Kaou Djim e Oumarou Diarra acabaram de ser libertados. Os restantes foram libertados ontem [domingo] à noite”, disse à France-Presse (AFP) um dos advogados, Alifa Habib Koné.

“Soubemos que os que estavam na esquadra do terceiro distrito também foram libertados”, acrescentou Koné.

Um outro advogado, Abdrahamane Ben Mamata Touré, também confirmou à AFP a libertação dos manifestantes.

No total, cerca de 20 opositores ao Governo do Mali e líderes do movimento responsável pelos protestos foram detidos na sexta-feira, dia 10 de julho.

Os representantes da União Africana, da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Europeia (UE) no Mali pediram a libertação destes detidos, através de uma declaração conjunta.

Estas organizações enfatizaram a necessidade de um diálogo entre o Governo e os manifestantes, após três dias de violência que provocaram a morte a pelo menos 11 pessoas, causando também dezenas de feridos.

Portugal tem desde 1 de julho uma Força Nacional Destacada no Mali, no âmbito da Missão Multidimensional Integrada para a Estabilização do Mali (Minusma), das Nações Unidas, que inclui 63 militares da Força Aérea Portuguesa e um avião de transporte C-295.

O objetivo da missão portuguesa é assegurar missões de transporte de passageiros e carga, transporte tático em pistas não preparadas, evacuações médicas, largada de paraquedistas e vigilância aérea, e garantir a segurança do campo norueguês de Bifrost, em Bamako, capital do Mali, onde estão alojados os militares portugueses.