A exposição “Ídolos – Miradas Milenares”, que abre terça-feira em Madrid, exibe peças ibéricas “significativas” da representação humana em osso, cerâmica e pedra, datadas entre 5.000 e 3.000 antes de Cristo, entre elas cerca de 50 portuguesas.

Da meia centena de peças nacionais, 37 são do Museu Nacional de Arqueologia (MNA), disse à agência Lusa o seu diretor, António Carvalho.

As restantes peças são da empresa Era – Arqueologia, que dirige uma escavação, deste período, na herdade dos Perdigões, em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora.

A exposição, patente até janeiro do próximo ano no Museu Arqueológico de Alcalá de Henares, nos arredores de Madrid, apresenta, entre outras peças de origem no território nacional, o báculo da herdade da Anta, a estela do Crato, uma coleção de placas de xisto, uma coleção de coelhinhos e o ídolo de Moncarapacho.

António Carvalho realçou que o MNA e o Museu de Arqueologia de Madrid, com 63 peças, constituem a “grande parte da exposição”, que poderá vir a ser apresentada em Portugal.

Dos 37 bens culturais nacionais, oito estão classificados como “tesouro nacional”, disse o responsável que enunciou os concelhos de onde são originários: Olhão, Torres Vedras, Évora, Marvão, Mértola, Ponte de Sor, Sintra, Reguengos de Monsaraz, Amadora, Montemor-o-Novo, Setúbal e Crato.

António Carvalho realçou que “esta exposição tem grande simbolismo, por ser a primeira a realizar-se após o fim do Estado de Emergência Nacional em Portugal e estado de alarme em Espanha”.

A inauguração desta exposição contribui para que a vida em comunidade, de forma responsável e com todos os cuidados, continue a avançar, sendo convicção dos organizadores que, apesar de meios digitais terem sido usados com muito sucesso durante o confinamento, a visita ao museu é sensorialmente única”, rematou Carvalho.