O Presidente da República lamentou esta quinta-feira a morte do bombeiro Carlos Carvalho, de Cuba, no distrito de Beja, considerando que esta tem sido uma “semana trágica” para os bombeiros portugueses e que lhes é devida “profunda homenagem”.

De acordo com uma nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa “falou pessoalmente com a mãe do bombeiro da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cuba” e “dirigiu os mais sentidos pêsames àquela associação, aos seus familiares e amigos”.

Foi com profunda consternação que o Presidente da República tomou conhecimento da morte do bombeiro Carlos Carvalho, que no passado dia 14 visitou no Hospital de Santa Maria, e que infelizmente não resistiu aos graves ferimentos de que foi vítima durante o combate ao incêndio em Castro Verde”, lê-se na nota.

O chefe de Estado considerou que esta tem sido “uma semana trágica para os bombeiros portugueses” e que é devida por parte dos cidadãos “profunda homenagem a estas mulheres e homens que arriscam a vida pelo próximo e que merecem justo reconhecimento de todos”.

O bombeiro Carlos Carvalho, de 40 anos, morreu esta quinta-feira no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para onde tinha sido transportado de helicóptero após sofrer queimaduras graves no combate ao incêndio que ocorreu no dia 13 deste mês em Castro Verde, no distrito de Beja, disse à agência Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Cuba, José Galinha.

Na madrugada de domingo, foi confirmada a morte de um bombeiro da corporação de Proença-a-Nova, Diogo Dias, de 21 anos, na sequência de um acidente com a viatura em que seguia com outros elementos da sua corporação, que capotou, durante o combate ao incêndio que deflagrou no sábado em Oleiros, no distrito de Castelo Branco.

Marcelo Rebelo de Sousa lamentou essa morte e informou se tinha mantido “em contacto com os presidentes de câmara das zonas afetadas pelos incêndios e com o comandante dos bombeiros de Proença-a-Nova, a quem apresentou condolências pelo terrível acidente no quadro de operações que vitimou um jovem bombeiro”.

Segundo a mesma nota, o chefe de Estado falou com familiares do bombeiro Diogo Dias, a quem transmitiu os seus sentimentos.

No dia 21 de julho, o Presidente da República visitou em Monte Redondo, no concelho de Leiria, os familiares de um outro bombeiro que morreu neste mês, Filipe Pedrosa, de 34 anos.

O bombeiro Filipe Pedrosa morreu no dia 18 deste mês, no hospital da cidade, após ter entrado em paragem cardiorrespiratória quando participava nas operações de rescaldo de um incêndio na freguesia de Arrabal, no concelho de Leiria, informou na altura o comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).