Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Estónia, Finlândia e Polónia concordaram esta terça-feira com a marcação de uma reunião urgente com os parceiros da União Europeia sobre a crise na Bielorrússia.

Os quatro ministros, reunidos esta terça-feira na capital da Letónia, apoiaram a proposta que foi apresentada na segunda-feira pela Polónia sobre a crise provocada pelas eleições presidenciais da Bielorrússia marcadas por protestos, repressão policial e acusações de fraude.

Os ministros da Letónia, Estónia, Finlândia e Polónia reuniram-se esta terça-feira em Riga para assinalarem o Tratado de Paz entre a Letónia e a Rússia soviética.

A atualidade na Bielorrússia acabou por marcar o encontro que já estava agendado e que decorreu de manhã em Riga.

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A Letónia e a Polónia fazem fronteira com a Bielorrússia e os respetivos governos já anunciaram que estão dispostos a acolher os opositores refugiados.

A candidata Svetlana Tijanovskaya, representante da oposição da Bielorrússia refugiou-se esta terça-feira na Lituânia depois de ter acusado o regime de Minsk de fraude eleitoral e numa altura em que se registam confrontos entre as autoridades e manifestantes antigovernamentais.

O presidente Alexandre Lukashenko, no poder em Minsk desde 1994, foi eleito para o sexto mandato com 80% dos votos, de acordo com os dados divulgados pelos organismos eleitorais.

As forças policiais da Bielorrússia já reconheceram que os protestos são generalizados nas 33 cidades do país tendo milhares de pessoas sido detidas desde domingo.

Lukachenko defende a atuação das forças policiais e acusou os manifestantes de serem comandados como “carneiros” por países estrangeiros como a República Checa e a Polónia.