Depois de um adiamento devido à pandemia do novo coronavírus, a Feira do Livro de Lisboa arranca esta quinta-feira. A cerimónia de inauguração está marcada para as 17h, no Auditório Sul, um dos três que a organização disponibilizou este ano para a realização de lançamentos e apresentações. A sessão contará com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que depois fará a habitual visita à feira.

Está também previsto que o Presidente faça uma doação de livros. Há vários anos que a feira tem um espaço onde os visitantes podem deixar os livros que já não querem, que são depois doados a crianças e jovens apoiados por instituições de caridade. Este ano, o pavilhão de doações fica junto à entrada sul do Parque Eduardo VII, perto do auditório onde decorrerá a abertura da feira. No ano passado, a iniciativa “Doe os seus Livros” permitiu angariar 10.819 livros para jovens e crianças, 2.500 dos quais manuais escolares.

Além de Marcelo Rebelo de Sousa, estarão também presentes na inauguração o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fernando Medina, e a vereadora da Cultura da CML, Catarina Vaz Pinto.

Apesar da situação pandémica, que obrigou ao adiamento do evento para o final deste mês de agosto, este será a segunda maior Feira do Livro de Lisboa, com 310 pavilhões, 638 marcas editoriais e 117 participantes. Para garantir a segurança dos visitantes, foram implementadas várias medidas de segurança e prevenção, como o uso obrigatório de máscara no recinto, dentro dos pavilhões mas também nas alamedas, e por uma lotação máxima de 3.300 visitantes, um número que Bruno Pires Pacheco considerou conservador.

Em declarações ao Observador, o secretário-geral da APEL, co-organizadora da feira juntamente com a Câmara Municipal de Lisboa, afirmou: “É uma abordagem conservadora, porque não queremos que haja a mínima sensação de aperto, de excesso de público”. Acima de tudo, pretende-se “que isto corra bem, que isto corra com segurança”.

Lotação máxima de 3.300 pessoas, uso obrigatório de máscara e “muito gel desinfetante”: será assim a Feira do Livro de Lisboa

As restrições impostas pela organização, nomeadamente ao número de espectadores que podem estar presentes nas apresentações, que este ano se realizam exclusivamente nos três auditórios da APEL, levaram algumas editoras a optar por fazer apenas sessões de autógrafos nas praças ou a não fazerem qualquer evento. Apesar disso, a agenda desta feira promete ser preenchida — o programa desta edição conta com 800 atividades, que podem ser consultadas aqui. Para este primeiro fim de semana, estão, por exemplo, agendadas sessões de autógrafos com João Tordo, Miguel Araújo (Penguin Random House), Lorenzo de Medici, Rodrigo Guedes de Carvalho, Afonso Reis Cabral (Leya) e Dulce Maria Cardoso (Tinta-da-China), e apresentações de livros como Balada de Sophie, de Filipe Melo e Juan Cavia (Auditório Sul).

A Feira do Livro de Lisboa funciona de segunda a quinta-feira, das 12h30 às 22h. À sexta e sábado fechará mais tarde (meia-noite) e ao sábado abrirá mais cedo, às 11h. No domingo, estará aberta das 11h às 11h. A Hora H, com os descontos mínimos de 50% em livros lançados há mais de 18 meses, continuará a funcionar de segunda a quinta-feira, na última hora da feira, ou seja, entre as 21h e as 22h.

Artigo atualizado com a informação de que Fernando Medina e Catarina Vaz Pinto estarão presentes na inauguração