Um israelita foi morto esta quarta-feira à facada numa cidade do centro de Israel, perto de Telavive, anunciou a polícia local, que disse ter detido um suspeito palestiniano e considerar tratar-se de um “ataque terrorista”.

“Um homem morreu no hospital após ter sido esfaqueado por um suspeito palestiniano, que foi detido no local”, declarou à agência France-Presse o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, precisando que o suspeito é originário de Nablus, na Cisjordânia ocupada, e tinha autorização para trabalhar em Israel.

O suspeito, de 46 anos, tinha na sua posse uma grande faca de cozinha quando foi detido pouco depois do incidente em Peta Tikva, à saída de Telavive, indicou a polícia, que, neste momento do inquérito, considera o caso como um “ataque terrorista”.

Israel e a Cisjordânia foram palco a partir de outubro de 2015 e durante meses de ataques anti-israelitas cometidos sobretudo com facas por jovens palestinianos individualmente. Nalguns casos houve tentativas de atropelamento e, mais raramente ainda, o recurso a uma arma de fogo. Desde então a violência diminuiu consideravelmente de intensidade, mas persiste do modo esporádico.

A 17 de agosto, um palestiniano feriu um polícia esfaqueando-o no peito antes de ser abatido no local pelas forças de segurança israelitas. O ataque ocorreu no centro da Cidade Velha de Jerusalém, situada na parte oriental da cidade ocupada por Israel em 1967 e depois anexada.

O palestiniano Iyad Hallak, um autista de cerca de trinta anos, tinha sido abatido na zona em maio pela polícia israelita, que acreditou erradamente que estava armado, o que suscitou uma vaga de cólera.

Centenas de israelitas desfilaram junto ao quartel-general da polícia em Jerusalém e palestinianos lideraram uma longa marcha em protesto contra a morte daquele palestiniano, denunciada pelo conjunto da classe política local.