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A capital de Nagorno-Karabakh, Stepanakert, foi alvo de violentos bombardeamentos na madrugada desta quarta-feira. Forças militares do Azerbaijão decidiram levar a cabo uma série de ataques militares à cidade de 55 mil habitantes. 

O enclave de Nagorno-Karabakh, também chamado de República de Artsakh pelas forças independentistas, tem sido fonte de vários problemas entre a Arménia e o Azerbaijão. A região montanhosa localizada no Azerbaijão deseja tornar-se independente das autoridades azeris, que não estão dispostas a ceder parte do seu território. Por seu turno, a Arménia apoia os movimentos independentistas, uma vez que maior parte da população da região se identifica etnicamente como arménia.

O conflito começou antes do desmembramento da União Soviética em 1988 e morreram 30.000 pessoas até 1994 — ano em que a maioria arménia passou a “controlar” a região com o apoio arménio, embora a ONU não reconheça o território como estado independente. E também envolve outros protagonistas: a Turquia apoia o Azerbaijão, enquanto há uma simpatia tácita russa pela Arménia e pela independência de Nagorno-Karabakh. 

Tem havido escaladas da tensão militar ao longo dos anos, como a que está atualmente em curso. Uma das maiores ocorreu em setembro de 2020, quando forças de Nagorno-Karabakh e da Arménia acusaram o Azerbaijão de ter lançado ataques contra alvos civis na capital do enclave. Em resposta, a Arménia destruiu três tanques, dois helicópteros e três drones azeris.

As Nações Unidas já solicitaram um cessar-fogo, mas nenhum dos lados acatou os pedidos da organização internacional. Na madrugada desta quarta-feira, forças azeris e arménias voltaram-se a envolver em bombardeamentos, que destruíram zonas da capital de Stepanakert e partes do Azerbaijão. Já morreram mais de 300 militares desde setembro.

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