Dentro de poucos dias, o próprio presidente global da Fiat, Olivier François, vai esclarecer todos os detalhes do projecto do novo Fiat 500, que já está à venda em todos os mercados europeus com a série de lançamento “la Prima”, uma edição muito bem equipada e com um número de exemplares limitado que, como tal, repercute essas vantagens no preço.

O 500 berlina desta série especial é proposto em Portugal por 33.900€, valor a que será necessário somar mais 3000€ para adquirir o cabrio. A boa notícia, segundo avança agora o sempre bem informado Club Alfa italiano é que, no próximo dia 22, vai cair o pano sobre a composição final da gama do novo 500 eléctrico, a qual contemplará uma versão bem mais barata. Fiel, portanto, ao princípio que popularizou o pequeno modelo, que motorizou um país (Itália) a seguir à Segunda Guerra Mundial. Em 1970, 167 italianos em cada 1000 passaram a ter carro, quando antes o rácio era de 6/1000. E isso explica-se pelo facto de o Cinquecento ser barato na aquisição e económico na utilização.

Agora, a Fiat parece apostada a voltar a repetir a história, mas no capítulo da mobilidade eléctrica, com o novo 500 a bateria. Os rumores carecem de confirmação oficial, que estará por dias, mas tudo indica que, para democratizar o acesso aos veículos eléctricos, a Fiat irá propor uma versão do seu citadino com menor potência e com uma bateria de inferior capacidade. A ideia é posicionar a versão básica na casa dos 25.000€, valor que pode baixar para 20.000€, dependendo dos incentivos locais, ou ficar até mesmo abaixo dessa fasquia.

Para atingir tal desiderato, a opção mais plausível passa por baixar a potência do motor eléctrico dos actuais 87 kW, equivalentes a 118 cv, para um número mais redondo – 100 cv ou, no limite, 90 cv. Exercício semelhante deverá ser efectuado com o acumulador, que deve baixar dos actuais e invulgares (para esta classe de veículos) 42 kWh para uma capacidade bastante inferior. Corre a indicação de que a bateria se poderá limitar a 25 – 30 kWh e, se assim for, não há milagres: a autonomia recorde de 320 km (entre os citadinos eléctricos) do 500 la Prima deve baixar para um patamar algures entre 200 e 250 km entre recargas. O que, ainda assim, deixaria o 500 eléctrico confortavelmente equiparado, em termos de autonomia, a outras propostas no mercado mais caras, como o Honda e (222 km), Mini Cooper SE (230 km) ou Mazda MX-30 (200 km).